Julgue o item que se segue, referente ao vocabulário e à est...
Texto CG4A1
Os trabalhadores atuais estão trocando cargos de liderança por tempo livre. Um estudo realizado por uma plataforma de análise de pessoal e planejamento de força de trabalho mostra que 91% dos profissionais liberais não querem se tornar gestores de pessoas em razão das expectativas de aumento de estresse e pressão ou simplesmente por satisfação com suas funções atuais.
Na pesquisa, que abrange profissionais de diferentes idades, observa-se que a tendência de equilibrar trabalho e qualidade de vida já é uma característica marcante na geração Z.
Uma das mudanças que marcam essa nova geração é a liberdade, tanto no mercado de trabalho quanto na economia. Os jovens de hoje sentem-se mais confortáveis, por exemplo, em deixar o emprego após dois meses de trabalho caso a oportunidade não esteja alinhada com seus gostos pessoais e seus desejos. Também estão mais confortáveis com a economia compartilhada, preferindo alugar carros e imóveis, em vez de comprá-los.
Para Marcelo Neri, professor da FGV Social, a geração Z, que abrange jovens atualmente com idade entre 14 e 29 anos, nasceu no começo da estabilidade econômica brasileira, o que pode justificar essa mentalidade mais ousada e desprendida. “A nova geração não viveu momentos de hiperinflação que eram comuns no país e que terminaram nos anos de 2010, em meio ao auge de economia”, ele afirma.
Atualmente, o Brasil tem 50 milhões de jovens, o que, segundo Neri, corresponde à maior parcela populacional jovem que o país já teve, mas, segundo estudos da FGV, há expectativa de que, até o fim deste século, esse número caia para 25 milhões.
Por outro lado, a geração prateada, cujos integrantes estão hoje com mais de 70 anos, está crescendo no país. Marcelo Neri afirma: “Se olharmos os padrões de vida por idade hoje, veremos que a renda dos idosos é alta em decorrência de aposentadorias, o que promete ser diferente na terceira idade da geração Z. Do jeito como está, o sistema de previdência não será tão positivo e sustentável para eles”.
O professor reforça que a expectativa relacionada à fragilidade do sistema previdenciário estimula ainda mais os jovens profissionais a olharem mais para o empreendedorismo e menos para as organizações e a pensarem mais em investimentos privados que em aposentadoria. Segundo ele, a geração Z é “uma população que buscará fazer a sua própria poupança e que vê na vida empreendedora ou no emprego mais flexível um futuro mais promissor”.
Internet: <exame.com> (com adaptações).
Julgue o item que se segue, referente ao vocabulário e à estrutura linguística do texto CG4A1.
A substituição de “cujos” (primeiro período do sexto parágrafo) por que os preservaria a correção gramatical do texto, mas afetaria o seu grau de formalidade.
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Comentários
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ERRADO
Não troque o seu CUjo por nada!
Lá ele 1000x
Errado
O “cujo” indica posse entre dois substantivos:
→ “a geração cujos integrantes…” = os integrantes da geração.
Por isso, não pode ser substituído diretamente por outro pronome relativo (como “que” ou “o qual”) sem reescrever a estrutura da frase.
Questão que exige nosso conhecimento acerca do emprego dos pronomes relativos.
“Por outro lado, a geração prateada, cujos integrantes estão hoje com mais de 70 anos, está crescendo no país.”
Testando a substituição:
“Por outro lado, a geração prateada, que os integrantes estão hoje com mais de 70 anos, está crescendo no país.”
Ocorre aqui um erro de estrutura sintática. O pronome relativo “cujos” estabelece uma relação de posse entre o antecedente (“geração prateada”) e o termo subsequente (“integrantes”), com valor equivalente a “os integrantes da geração prateada”.
A substituição por “que os” quebra essa relação de posse e gera uma construção inadequada na norma culta.
Portanto, a troca não preserva a correção gramatical, além de não ser apenas uma questão de alteração de formalidade, mas sim de violação das regras de construção sintática.
GABARITO: ERRADO
Português e Redação para concursos: @portuguescomjvn
Cujo é seu não pode ser substituído.
O termo “cujos” é um pronome relativo possessivo, indica posse (os integrantes pertencem à geração prateada). E não o contrário. Compromete a gramática e a semântica.
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