Caso: Mulher de 75 anos, com antecedentes de hipertensão ar...
Qual alternativa contempla a provável hipótese diagnóstica e a conduta imediata mais adequada nesse caso?
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Tema central: Essa questão trata do manejo do Ataque Isquêmico Transitório (AIT) em uma paciente idosa com fatores de risco vascular. O AIT caracteriza-se por déficit neurológico focal súbito que regride totalmente em até 24 horas (sendo a maioria em menos de 1 hora), sem infarto visível à neuroimagem.
Justificativa da alternativa correta (D): A paciente relatou hemiparesia completa, de resolução total em menos de 1 hora, sem sinais de sangramento ou infarto na TC – quadro clássico de AIT. Segundo as Diretrizes Brasileiras para o Tratamento do AVC Isquêmico – Parte II, recomenda-se internação hospitalar imediata para investigação etiológica rápida e início precoce de medidas de prevenção secundária (p. ex., dupla antiagregação plaquetária por curto período, como AAS + clopidogrel). Essa abordagem reduz significativamente o risco de AVC nas primeiras 48-72h, período crítico para recidiva.
Análise das alternativas incorretas:
A) AVC isquêmico lacunar: não há déficit persistente nem imagem sugestiva; conduta de dupla antiagregação isolada poderia ser correta apenas em situações selecionadas, mas há erro diagnóstico primordial.
B) AVC isquêmico estabelecido: déficit já regrediu e não há infarto na TC. Não se indica UTI para quadro resolvido e sem gravidade atual.
C) AVC hemorrágico: a TC descartou sangramento; conduta de contato imediato com neurocirurgia é equivocada nesse cenário.
E) Alta hospitalar precoce: PEGADINHA perigosa! A omissão da internação nega o tratamento mais seguro; o risco de evolução para AVC é alto nas primeiras horas.
Dicas para prova: Fique atento(a) a casos com déficit neurológico reversível e TC normal: pense em AIT e lembre-se de internação para investigação rápida. Muitos concursos cobram o manejo imediato, não apenas o diagnóstico!
Segundo o Protocolo Clínico do Ministério da Saúde sobre AVC Isquêmico: “Pacientes com AIT recente de alto risco devem ser internados para investigação etiológica e início precoce de terapia antitrombótica” (Ministério da Saúde, 2019).
Resumo: O caso é típico de AIT, e a conduta adequada é internar para investigação etiológica e início de dupla antiagregação, como recomendado pelas diretrizes oficiais.
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Em AIT, a dupla antiagregação plaquetária (AAS + clopidogrel) é indicada, em geral, apenas por curto prazo e em casos selecionados de maior risco de recorrência, não como tratamento prolongado. ���Quando indicarAIT de alto risco, usualmente definido por escore ABCD2 maior ou igual a 4. ��AIT não cardioembólico (ou seja, sem fibrilação atrial ou outra indicação de anticoagulação). ��Início o mais precoce possível, idealmente dentro de 24 horas (alguns estudos recentes admitem até 72 horas). ��Esquema e duraçãoEsquema clássico: AAS associada a clopidogrel em dose de ataque seguida de dose de manutenção diária. ��Duração usual: 21 dias (até no máximo cerca de 30 dias) após AIT ou AVC isquêmico minor, passando depois para monoantiagregação. ���Períodos mais longos de dupla antiagregação aumentam significativamente o risco de sangramento, sem ganho claro adicional em prevenção de AVC. ��Quando evitarNecessidade de anticoagulação (por exemplo, fibrilação atrial, trombo intracardíaco, algumas cardiopatias). ��AVC isquêmico extenso (pelo maior risco de transformação hemorrágica), sangramento ativo ou alto risco de sangramento, gravidez e amamentação. ��Uso concomitante de clopidogrel com alguns inibidores de bomba de prótons específicos, pelo risco de interação (avaliar caso a caso). �Pontos práticosPara AIT de baixo risco (ABCD2 < 4), em geral recomenda-se apenas monoantiagregação com AAS ou clopidogrel. ��A dupla antiagregação reduz o risco de novo AVC nas primeiras semanas, mas praticamente dobra o risco de hemorragia maior, por isso deve ser usada apenas em janela curta e em pacientes corretamente selecionados. ��Se quiser, é possível discutir um caso clínico específico (idade, ABCD2, etiologia provável) para ver se se enquadra em indicação de dupla antiagregação.
AIT de alto risco pela escala ABCD2 é, em geral, aquele com pontuação total maior ou igual a 4, sendo 6–7 pontos considerados claramente de risco alto de AVC subsequente. ���Itens da escala ABCD2A – Age (idade): ≥ 60 anos = 1 ponto; < 60 anos = 0. ��B – Blood pressure (PA na admissão): PAS ≥ 140 mmHg e/ou PAD ≥ 90 mmHg = 1 ponto; caso contrário = 0. ��C – Clinical features (clínica): déficit motor unilateral (com ou sem fala alterada) = 2 pontos; fala alterada sem fraqueza = 1 ponto; outros sintomas = 0. ��Duração e diabetesD – Duration (duração dos sintomas): ≥ 60 minutos = 2 pontos; 10–59 minutos = 1 ponto; < 10 minutos = 0. ���D – Diabetes: presença de diabetes mellitus = 1 ponto; ausência = 0. ��Faixas de risco0–3 pontos: baixo risco de AVC após o AIT. ��4–5 pontos: risco moderado (muitas diretrizes já consideram esse grupo como “alto risco” para condutas mais agressivas, internação e dupla antiagregação curta). ���6–7 pontos: risco alto, com maior probabilidade de AVC nos primeiros 2, 7 e 90 dias. ���De forma prática, para indicação de dupla antiagregação e avaliação urgente, costuma-se considerar AIT de alto risco aquele com ABCD2 ≥ 4, sempre integrado a outros dados clínicos e etiológicos. ��
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