No excerto “[...] achava que só as crianças podiam e deviam ...

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Q2788759 Português
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No excerto “[...] achava que só as crianças podiam e deviam chorar [...]” (linhas 5 e 6), o elemento “que” apresenta a mesma função sintática daquele destacado em:
Alternativas

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Tema central: A questão aborda a função morfossintática da palavra “que” em diferentes contextos, conhecimento fundamental para concursos, pois aparece recorrentemente nas provas de Língua Portuguesa e demanda atenção à análise sintática e semântica.

Segundo a norma-padrão e gramáticas como as de Bechara e Cunha & Cintra, “que” pode ser conjunção integrante (ligando oração subordinada substantiva) ou pronome relativo (introduzindo oração subordinada adjetiva).

Análise da alternativa correta (E):

Na frase “sei que é um bom lugar para isso”, o “que” introduz a oração “que é um bom lugar para isso”, que completa o sentido do verbo “sei”. Aqui, temos uma oração subordinada substantiva objetiva direta, com o “que” funcionando como conjunção integranteexatamente a mesma função do “que” no excerto do enunciado (“achava que só as crianças podiam e deviam chorar”).

Estratégia: Para identificar conjunção integrante, note que ela introduz oração com valor de substantivo, geralmente completando verbos como achar, saber, dizer, perceber etc., sem significado próprio, apenas com valor de ligação.

Exemplo gramatical: “Acreditamos que a vacinação é importante.” (o trecho em negrito é oração substantiva objetiva direta)

Análise das alternativas incorretas:
A), B), C) e D): Em todas, o “que” retoma um substantivo anterior (pedra, moça, barreira, menino). Assim, funciona como pronome relativo, introduzindo orações subordinadas adjetivas (explicativas ou restritivas).
  • A) Explicativa — “que lhe deu assunto...” (detalha “pedra”)
  • B) Restritiva — “que vi chorando” (restringe “moça”)
  • C) Restritiva — “que emparedam...” (restringe “barreira”)
  • D) Restritiva — “que ia para debaixo...” (restringe “menino”)

Pegadinha comum: Confundir conjunção integrante com pronome relativo, principalmente porque o “que” é uma palavra polissêmica. Observe se ele retoma um termo antecedente (pronome relativo) ou se apenas introduz uma ideia completa exigida pelo verbo (conjunção integrante).

Resumo para prova:
Conjunção integrante: não retoma termo anterior; inicia oração com valor de substantivo.
Pronome relativo: retoma termo e introduz oração adjetiva.

Gabarito: E

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