Paciente 62 anos, portadora de Doença Renal Crônica em trat...

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Q1654783 Medicina
Paciente 62 anos, portadora de Doença Renal Crônica em tratamento conservador apresenta: Calcio: 9.6 mg/dL, Fosforo: 4.0 mg/dL, FGF23: 280 RU/mL, 1.25 Hidroxi vitamina D: 32 ng/mL; Paratohormônio (PTH): 63 pg/mL. Podemos afirmar que:
Alternativas

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Tema central: Nesta questão, o foco é o Distúrbio Mineral e Ósseo na Doença Renal Crônica (DMO-DRC). Trata-se de uma complicação metabólica frequente em nefropatas, caracterizada por alterações hormonais e laboratoriais ligadas ao metabolismo do cálcio, fósforo, PTH, vitamina D e FGF23.

Justificativa da alternativa correta (D): A paciente é portadora de DRC e apresenta FGF23 elevado (280 RU/mL), mesmo com cálcio, fósforo, PTH e vitamina D normais. O FGF23 alto é um marcador precoce da DMO-DRC, sinalizando desequilíbrio homeostático ósseo-mineral antes mesmo de alterações em outros exames. Segundo o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do Distúrbio Mineral Ósseo na Doença Renal Crônica (Ministério da Saúde): “a maioria dos pacientes é assintomática até os estágios avançados do DMO-DRC, motivo pelo qual recomenda-se iniciar a monitorização laboratorial mesmo em pacientes sem sinais clínicos”. Assim, laboratorialmente, a paciente já configura DMO-DRC, mesmo sem sintomas ou alterações clássicas de cálcio, fósforo e PTH.

Análise das alternativas incorretas:

A) Osteomalácia: Exige déficit de mineralização óssea, usualmente com deficiência de vitamina D, cálcio ou fósforo baixos – não é o caso da paciente.
B) Osteíte fibrosa: Relaciona-se a hiperparatireoidismo secundário, tipicamente com PTH elevado e alterações ósseas características – também não se encaixa aqui.
C) Não apresenta doença óssea: Incorreto, pois só o DMO-DRC já pode ser identificado laboratorialmente, mesmo sem sintomas ou alterações mais graves.
E) Osteoporose: Não pode ser diagnosticada apenas por dados laboratoriais; é necessário densitometria óssea e não é tipicamente vinculada ao padrão laboratorial apresentado.

Detalhes e estratégias de prova: Repare que a pegadinha da questão está em considerar apenas os laboratórios “clássicos”. O aumento do FGF23 é sutil, mas relevante e precede outras alterações. Em provas, valorize os marcadores precoces e lembre-se: na DRC, DMO existe mesmo sem sintomas aparentes!

Resumo: A paciente apresenta DMO-DRC, confirmada pelo FGF23 elevado associado à DRC, de acordo com protocolos atualizados do Ministério da Saúde e literatura de referência (Brenner & Rector Nefrologia, UpToDate).

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A resposta correta é a alternativa D: a paciente apresenta Doença Mineral Óssea. A partir dos valores apresentados, é possível verificar que a paciente possui hiperparatireoidismo secundário, que é uma complicação comum em pacientes com doença renal crônica. Isso ocorre porque a função renal alterada pode levar a um desequilíbrio no metabolismo do cálcio, fósforo e vitamina D, resultando em uma perda óssea progressiva. Além disso, o aumento do hormônio paratireoideano pode levar a uma reabsorção óssea excessiva, causando ainda mais danos à saúde óssea. Portanto, é possível afirmar que a paciente apresenta Doença Mineral Óssea.

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