No Atendimento Pré-Hospitalar (APH), o hospital de destino ...

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Q3830595 Noções de Primeiros Socorros
No Atendimento Pré-Hospitalar (APH), o hospital de destino para onde a vítima será transportada deve ser determinado com base em qual critério principal?
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Gabarito: E

Fundamento decisivo: No APH, a definição do hospital de destino deve obedecer à regulação assistencial do sistema, que orienta o encaminhamento conforme necessidade clínica, gravidade, perfil do caso, disponibilidade de recursos e hierarquização da rede. Assim, o critério principal é a central/sistema de regulação, o que torna correta a alternativa E e afasta preferências individuais ou proximidade isolada.

Tema central: Regulação do destino no APH
Análise das alternativas
A
Errada
Errada. O condutor da ambulância tem função operacional no transporte, não competência técnico-regulatória para definir o destino assistencial. O critério decisivo no APH é a regulação do acesso conforme necessidade clínica e organização da rede, não preferência pessoal do motorista.
B
Errada
Errada. A vontade da família, do acompanhante ou da própria vítima não constitui o critério principal em urgência regulada. A destinação deve priorizar o serviço capaz de atender adequadamente o caso, conforme definição do sistema de regulação; substituir isso por escolha individual pode levar a encaminhamento inadequado.
C
Errada
Errada. Proximidade geográfica isolada não resolve a questão porque o hospital mais próximo pode não ter recurso compatível com a urgência apresentada. No APH, o hospital de destino deve ser o adequado ao perfil assistencial necessário, e essa definição é operacionalizada pela regulação, não pela distância como critério principal.
D
Errada
Errada. O médico emergencista do transporte pode participar tecnicamente da avaliação e da comunicação do caso, mas a alternativa erra ao transformar isso no critério principal de definição do destino. No modelo organizado de APH, a destinação é função da central/sistema de regulação, e não decisão autônoma e isolada do médico do transporte.
E
Certa
A alternativa E está correta porque, no APH, a destinação do paciente integra a organização regulada da rede de urgência e emergência. O destino não é escolhido por conveniência, mas pela compatibilização entre a necessidade assistencial do caso e a capacidade instalada do serviço de referência. A central/sistema de regulação coordena essa alocação conforme gravidade, perfil clínico ou traumático e disponibilidade da rede.
Pegadinha da questão
A banca contrapõe 'hospital mais próximo' e 'escolha de alguém' ao critério real do APH: o hospital adequado definido pela regulação da rede. A confusão central é trocar proximidade ou preferência por destinação assistencial regulada.
Dica para questões semelhantes
  • Em APH, procure quem organiza o fluxo da rede: o critério principal costuma ser a regulação, não a vontade individual.
  • Não trate hospital mais próximo como resposta automática; primeiro verifique se a questão exige serviço com capacidade compatível.
  • Diferencie participação técnica da equipe de transporte de competência para definir o destino dentro do sistema regulado.

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Definições estabelecidas pela central/sistema de regulação

A e B (Preferência do condutor ou da família): Em situações de urgência e emergência pelo SUS, o atendimento é técnico. A vontade do motorista ou o desejo da família não podem se sobrepor à necessidade médica e à disponibilidade do sistema de saúde.

C (Proximidade geográfica): Este é o erro mais comum em provas! A proximidade geográfica é importante, mas secundária. De que adianta levar uma vítima de traumatismo craniano grave para um hospital que fica a 2 minutos de distância se lá não tem tomografia nem neurocirurgião? Ela vai perder tempo precioso e precisará ser transferida depois.

D (Determinado pelo médico da ambulância): O médico que está na ambulância (se for uma Unidade de Suporte Avançado - USA) avalia o paciente, mas ele precisa conversar via rádio/telefone com o médico regulador da central para saber qual hospital está pronto para receber aquele perfil de paciente. O médico do transporte não toma essa decisão isolado do resto do sistema.

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