A partir da Revolução Industrial, o trabalho passou a ser o...

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Q3653173 Conhecimentos Gerais
A partir da Revolução Industrial, o trabalho passou a ser objetivado, analisado, racionalizado, determinado e modificado, independentemente daquele que o realizava. Nesse contexto, o trabalhador era apenas um objeto, portador das capacidades funcionais necessárias para realizar esse trabalho. Esse modelo, no entanto, não mais atendia as demandas atuais das organizações complexas em mundo de incertezas e em constantes mudanças, como afirma Zarifian (2003).
Nessa perspectiva, assinale com V as afirmativas verdadeiras e com F as falsas.
(    ) O trabalhador devia ajustar-se às operações a serem realizadas em seu posto de trabalho, subordinado a um empregador; sendo que a qualificação passou a significar uma maneira de classificar a relação entre o trabalho objetivado e as capacidades para sua execução.
(    ) O modelo da competência exigiu a valorização do trabalhador em uma situação na qual a empresa oferecesse segurança para que os trabalhadores pudessem desenvolver suas competências, implicando inclusive no aprofundamento da formação geral e profissional.
(    ) O modelo de competências (conhecimentos, habilidades e atitudes) se expressava por meio da criação de postos de trabalho, nos quais o trabalhador exercia suas funções, sem uma postura reflexiva do significado de seu trabalho.
(    ) Ao trabalhador exigiu-se novos saberes uma vez que os procedimentos, métodos e normas da organização não se ajustavam mais ao caráter crescentemente circunstancial, complexo e imprevisível dos problemas a resolver no plano da atividade concreta.
Assinale a sequência correta.
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: B) F V F V

Tema central: O foco desta questão é a evolução dos modelos de organização do trabalho, em especial a passagem do modelo taylorista/fordista para o modelo das competências. Entender os conceitos de qualificação x competências é essencial para acertar questões desse tipo, bastante recorrentes em concursos para cargos da área de Psicologia Organizacional.

Comentário das afirmativas:

1ª – FALSA: Descreve o modelo taylorista/fordista, marcado por tarefas fragmentadas e pouco espaço para autonomia. Apesar de correta para o contexto do passado, ela não reflete as demandas atuais do trabalho ressaltadas no enunciado e na perspectiva mais moderna das competências.

2ª – VERDADEIRA: Traz a essência do modelo de competências (Zarifian, 2003). Aqui, o trabalhador precisa de valorização pelo ambiente organizacional, com segurança e incentivo para desenvolver-se, incluindo formação geral e profissional. Isso é fundamental no cenário contemporâneo, caracterizado por mudanças constantes e necessidade de adaptação.

3ª – FALSA: Erra ao dizer que o modelo de competências não exige postura reflexiva. Na realidade, ser reflexivo e proativo é justamente um traço-chave das competências. O trabalhador, atualmente, deve interpretar e recriar sua atuação, indo além da execução mecânica de tarefas.

4ª – VERDADEIRA: Correta ao afirmar que se exige novos saberes diante do caráter complexo e imprevisível das demandas organizacionais. A autonomia e flexibilidade são centrais na aplicação do modelo de competências no cotidiano das empresas.

Estrategicamente, é importante ao candidato:
- Ler com atenção as palavras que sinalizam contexto histórico ou mudança de paradigma (“não mais atendia”, “incertezas”, “constantes mudanças”).
- Distinguir qualificação (enfoque limitado, habilidades para cumprir tarefas) de competência (abordagem ampla, autonomia, saber agir em situações novas).

Lembre-se: a maior pegadinha ocorre quando o candidato confunde características do modelo antigo com o novo. Palavras-chave como “reflexão”, “complexidade”, “formação” tendem a indicar o modelo mais atual (competências).

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