A sistematização da assistência de enfermagem (SAE) busca g...
Gabarito comentado
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Tema central: Processo de Enfermagem (PE) e a etapa de Diagnóstico na SAE. Após a coleta de dados, o enfermeiro realiza uma análise crítica para identificar diagnósticos de enfermagem com base em evidências. Esse passo é padronizado pela NANDA-I (Diagnósticos de Enfermagem: Definições e Classificação 2023–2025) e normatizado no Brasil pela Resolução COFEN nº 358/2009, que organiza o PE em: coleta de dados, diagnóstico, planejamento, implementação e avaliação.
Alternativa correta: B – A identificação de diagnósticos na SAE requer interpretação criteriosa dos dados. O enfermeiro analisa características definidoras (sinais e sintomas), fatores relacionados e fatores de risco para construir diagnósticos validados e prioritários. Ex.: dor relatada, expressão facial de dor, proteção da área do corpo → “Dor aguda”. Essa decisão exige raciocínio clínico, validação e uso de taxonomias (NANDA-I) e, para planejar cuidados, integração com NOC/NIC. Essa abordagem é coerente com as diretrizes do COFEN e a prática baseada em evidências.
Por que as outras estão incorretas?
A) Reduz a SAE a “registro” das atividades. Equívoco conceitual: SAE é metodologia organizativa que viabiliza a execução do PE; envolve raciocínio, tomada de decisão, planejamento e avaliação, não apenas documentação. O registro é obrigatório, mas é uma parte, não o fim (COFEN 358/2009).
C) Afirma ser responsabilidade “única” do enfermeiro e sem envolver a equipe. Embora o diagnóstico e a prescrição sejam atos privativos do enfermeiro (Lei 7.498/86; COFEN 358/2009), a SAE é colaborativa: técnicos/auxiliares executam intervenções sob supervisão, e o cuidado é multiprofissional. Logo, não exclui a equipe.
D) Diz que diagnósticos são “subjetivos” e sem validação científica. Incorreto: diagnósticos NANDA-I possuem critérios definidos, baseados em evidências e passíveis de validação clínica. Ex.: “Padrão respiratório ineficaz” exige achados como taquipneia, uso de musculatura acessória, alterações de profundidade/ritmo respiratório.
Estratégia de prova: Palavras-chave como “análise crítica”, “interpretação criteriosa” e “dados coletados” apontam para a etapa de diagnóstico. Se o enunciado falar de “metas/intervenções”, pense em planejamento; se tratar de “execução”, é implementação; se abordar “comparação de resultados”, é avaliação.
Exemplo prático curto: Paciente com dispneia, FR 28 irpm, uso de musculatura acessória, SpO₂ 89% em ar ambiente → análise dos dados → diagnóstico provável: “Padrão respiratório ineficaz” (NANDA-I). Seguem-se definição de resultados (NOC) e intervenções (NIC).
Referências-chave: COFEN Res. 358/2009; NANDA-I 2023–2025; Ministério da Saúde – Protocolos de Enfermagem; prática baseada em evidências.
Gabarito: B
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Comentários
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A (SAE) não garante exclusivamente o registro, mas sim a organização sistemática e documentada do cuidado de enfermagem. Ela é um método que estrutura a prática de enfermagem em etapas (histórico, diagnóstico, planejamento, implementação e avaliação) e, por meio dessas etapas, garante que todas as atividades sejam devidamente registradas nos prontuários do paciente, assegurando a continuidade e a qualidade da assistência prestada.
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