Um laboratório de pesquisa está sendo projetado para a mani...
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Gabarito comentado
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Tema central: contenção de agentes do Grupo de Risco 4 (ex.: Ebola) em níveis de biossegurança máximos (BSL-4). Para esses agentes, a proteção prioriza a hierarquia de controles, na qual controles de engenharia (barreiras primárias e secundárias) são superiores a EPIs convencionais.
Gabarito: B — Barreiras primárias e secundárias de engenharia. Em BSL-4, a estratégia central é: Primária: Cabines Classe III (sistema fechado, tipo “glovebox”) ou uso de traje de pressão positiva em conjunto com cabines de segurança para manipulação. Secundária: infraestrutura do prédio com pressão negativa (o ar entra no laboratório e não sai sem tratamento), filtros HEPA (remoção ≥99,97% de partículas de 0,3 µm) no sistema de exaustão e, frequentemente, no suprimento, antecâmaras com intertravamento, decontaminação de efluentes e controle rígido de acesso. Essa arquitetura cria contenção física e ambiental que não depende do comportamento individual, reduzindo falhas humanas. Referências: CDC/NIH BMBL 6ª ed.; WHO Laboratory Biosafety Manual 4ª ed.; NR-32/MS-ANVISA.
Por que é a melhor resposta? Em risco 4, a falha pode ser catastrófica; logo, a prioridade é “projetar segurança” no ambiente. Mesmo que o traje de pressão positiva seja um EPI, no BSL-4 ele integra um sistema de engenharia com suprimento de ar dedicado, alarmes e redundâncias, diferindo de EPI convencional. Essa é a doutrina dos manuais BMBL/OMS.
Análise das alternativas incorretas
A — Barreiras administrativas (treinamento, limitação de acesso) são indispensáveis, porém não são a principal defesa. Elas dependem de adesão humana e não substituem contenção física. Diretrizes (BMBL/OMS) as classificam como suporte, não como estratégia prioritária.
C — Desinfecção/esterilização é essencial para resíduos e superfícies, mas não substitui a contenção durante a manipulação. Em RG4, aerossois podem se formar em etapas laboratoriais; portanto, impedir que o agente saia do sistema (cabine/traje/pressão negativa) é mais crítico do que “limpar depois”.
D — Vigilância médica e imunização são complementares. Há vacina eficaz para Ebola Zaire (Ervebo), mas não para todos os agentes RG4. Além disso, vacinação nunca é aceitável como barreira primária em BSL-4. As normas priorizam engenharia, não “imunização em massa” indiscriminada.
Estratégia para provas: identifique palavras-chave como “Grupo de Risco 4”, “estratégia prioritária” e “não se baseia em EPIs”. Busque termos de engenharia: Classe III, traje de pressão positiva, pressão negativa, HEPA. Lembre a hierarquia: Engenharia > Administrativos > EPIs.
Termos-chave rápidos: HEPA: filtro de alta eficiência; Pressão negativa: fluxo de ar do corredor para o lab; Classe III: cabine totalmente fechada.
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HIERARQUIA DE CONTROLE DE RISCO
Hierarquia de controle de risco é a ordem que deverá ser seguida para definir o controle de um determinado risco em sua empresa.
1) ELIMINAÇÃO: o ato de eliminar o risco
2) REDUÇÃO: reduzir o risco a níveis aceitáveis
3) ENGENHARIA: utilizar projetos de Engenharia para controlar os riscos
4) ADMINISTRATIVO: administrar o risco
5) EPI: tornar obrigatório o uso do EPI
https://fastautomacao.com.br/blog/2021/09/27/compreendendo-a-hierarquia-de-controles/
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