No tratamento da insuficiência cardíaca aguda, o que é nece...
No tratamento da insuficiência cardíaca aguda, o que é necessário fazer?
1) Prescrever diuréticos no tratamento de congestão, em doses endovenosas triplas em relação às doses orais utilizadas.
2) Reduzir a dose do betabloqueador em 50% ou suspendê-lo na admissão, em pacientes com sinais de baixo débito.
3) Utilizar antagonista de aldosterona em IC com FEVE < 35%, após o uso de diurético endovenoso e na ausência de contraindicações.
4) Em pacientes com disfunção renal (clearance de creatinina < 30 mL/minuto), evitar o uso de heparina não fracionada e utilizar preferencialmente heparina de baixo peso molecular.
5) Considerar hemodiálise e/ou hemofiltração, visando à redução do volume sistêmico, em pacientes com hipervolemia refratária e/ou insuficiência renal aguda.
6) Iniciar ou manter IECA na ausência de hipotensão arterial sintomática e na ausência de outras contraindicações.
Estão corretas, apenas:
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Comentário Gabaritado — Insuficiência Cardíaca Aguda (ICA)
Tema central: A questão aborda condutas recomendadas na Insuficiência Cardíaca Aguda. Esse é um cenário com risco de vida, exigindo decisões rápidas e baseadas em diretrizes. As intervenções visam controlar sintomas, otimizar a perfusão tecidual e reduzir complicações.
Alternativa correta: D (2, 3, 5 e 6)
- 2) Redução ou suspensão de betabloqueador na admissão: Em pacientes com sinais de baixo débito, a diretriz recomenda reduzir a dose do betabloqueador em 50% ou suspendê-lo temporariamente, para evitar piora hemodinâmica (Diretriz Brasileira de IC Aguda, 2018).
- 3) Antagonista da aldosterona em FEVE < 35%: Seu uso, após estabilização inicial com diurético, melhora mortalidade e desfechos clínicos, desde que sem contraindicações (ex: hiperpotassemia).
- 5) Hemodiálise/hemofiltração em hipervolemia refratária: Em pacientes sem resposta ao diurético, essas estratégias são indicadas para remover excesso de líquidos e tratar insuficiência renal aguda (Diretriz Brasileira, 2018).
- 6) IECA na ausência de hipotensão ou contraindicação: Mantê-lo/iniciá-lo é recomendado, já que reduz mortalidade e hospitalização, exceto em hipotensão sintomática.
Justificativas das alternativas incorretas:
- 1) Diurético EV em tripla dose da via oral: Não é recomendado triplicar a dose inicial. A dose intravenosa deve ser equivalente, não tripla, para evitar efeitos adversos como hipotensão e lesão renal.
- 4) Heparina de baixo peso molecular (HBPM) com disfunção renal: Deve-se evitar HBPM em pacientes com clearance < 30 mL/min. Prefere-se heparina não fracionada, pois é de fácil controle e menor risco de acúmulo.
Estratégia para a prova: Atente-se a detalhes numéricos (ex.: “tripla dose”), contraindicações clínicas e contextos específicos (ex: baixo débito, insuficiência renal). Esses termos costumam ser fonte de pegadinha.
Segundo o PCDT/MS: “Em pacientes com sinais de baixo débito, a redução/suspensão temporária de betabloqueadores pode ser indicada.” E, “IECA deve ser mantido/introduzido, caso não haja hipotensão sintomática.”
Resumo final: A alternativa D reflete as melhores práticas clínicas atuais no manejo da insuficiência cardíaca aguda, segundo diretrizes nacionais e internacionais.
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