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Q3617171 Enfermagem
Sobre a evolução epidemiológica das doenças crônicas transmissíveis, a principal característica que as distingue das doenças infecciosas agudas clássicas consiste na:
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Tema central: diferenças entre doenças infecciosas agudas e doenças crônicas transmissíveis. Estas últimas são infecções em que o patógeno se mantém por meses/anos no hospedeiro, muitas vezes com latência e longos períodos assintomáticos, mantendo potencial de transmissão e gerando sequelas a longo prazo. Exemplos: HIV, hepatites B e C, tuberculose (infecção latente e doença crônica), HTLV.

Alternativa correta (B) – Justificativa: a característica-chave é a persistência do agente no hospedeiro humano, frequentemente com períodos assintomáticos prolongados. Esse comportamento decorre de estratégias de evasão imune (ex.: integração do HIV ao genoma, cccDNA do HBV, estado latente do M. tuberculosis). Epidemiologicamente, isso implica transmissão sustentada, presença de portadores crônicos e necessidade de vigilância e tratamento de longo prazo. Diretrizes da OMS e textos como Harrison’s e UpToDate destacam essa naturalidade na história do HIV/HBV/HCV/TB, com longas fases silenciosas antes das complicações (AIDS, cirrose, carcinoma hepatocelular, TB ativa).

Por que as demais estão incorretas:

A) Não há predominância zoonótica nas crônicas transmissíveis: HIV, HBV e HCV têm principal reservatório humano. Além disso, incubação curta é típica de infecções agudas (ex.: influenza), enquanto crônicas tendem a ter incubação e evolução prolongadas (HIV: anos; HBV/HCV: semanas a meses até manifestações).

C) A transmissão não é exclusivamente vetorial. HIV e hepatites são sexual/sanguínea; TB é aerotransmissível. Ademais, não há “escassa resposta imune” como regra: muitas vezes há resposta robusta, porém ineficaz ou desregulada, contribuindo para dano tecidual crônico (fibrose hepática no HBV/HCV; hipersensibilidade granulomatosa na TB).

D) Alta letalidade inicial caracteriza alguns quadros agudos graves (meningococcemia, Ebola), não as crônicas transmissíveis. Nessas, a mortalidade é geralmente tardia, associada a complicações de longo prazo (insuficiência hepática, hepatocarcinoma, imunossupressão avançada).

Estratégia de prova: ao ver “crônica” + “transmissível”, pense em latência, portador crônico e persistência do agente. Palavras-chave que apontam para a resposta: “períodos assintomáticos prolongados”, “reservatório humano”, “transmissão sustentada”. Desconfie de termos absolutos como “exclusiva” e de atributos típicos de doenças agudas (incubação curta, alta letalidade inicial).

Referências: OMS/WHO (HIV, Hepatites Virais, TB), Harrison’s Principles of Internal Medicine (história natural de HIV/HBV/HCV/TB), UpToDate (natural history and epidemiology of chronic viral hepatitis; latent tuberculosis).

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