De acordo com Rocha (2006), existem dois modelos na atenção ...
Gabarito comentado
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Alternativa correta: A
1. Tema central e relevância
Esta questão aborda os modelos de atenção à saúde da pessoa com deficiência, especificamente o modelo da Saúde Pública. O objetivo é identificar quais estratégias técnicas o terapeuta ocupacional utiliza nesse contexto. Entender a diferença entre os modelos assistencialista e saúde pública é fundamental para quem atua ou pretende atuar na área da Terapia Ocupacional no SUS ou em políticas públicas de saúde.
2. Resumo teórico
O modelo da Saúde Pública busca a inclusão social, a participação comunitária e a promoção da autonomia das pessoas com deficiência, enfatizando ações coletivas e intersetoriais. O terapeuta ocupacional nesse modelo atua em articulação com a família, escola, comunidade e trabalho, usando tecnologias assistivas de baixa e média complexidade, que são recursos de fácil acesso e mais baratos, promovendo a funcionalidade e a participação social. As ações são realizadas muitas vezes em ambientes naturais do cotidiano do usuário, envolvendo a rede de suporte.
Fontes relevantes:
- Rocha, E.F. (2006). "Modelos de Atenção à Saúde das Pessoas com Deficiência".
- BRASIL. Política Nacional de Saúde da Pessoa com Deficiência (Portaria GM/MS 793/2012).
3. Justificativa da alternativa correta (A)
Alternativa A está correta porque descreve fielmente as estratégias do modelo da Saúde Pública: uso de tecnologia assistiva de média e baixa complexidade (ex: adaptações simples, órteses básicas, comunicação alternativa), envolvendo família, escola, comunidade e trabalho. Estas práticas visam ampliar a autonomia e a inclusão, aspectos centrais nesse modelo.
4. Análise das alternativas incorretas
B – Foca em procedimentos cirúrgicos corretivos e abordagens individuais, que são características do modelo médico-reabilitador, não da Saúde Pública.
C – Fala em oficinas de trabalho em centros especializados com objetivo de eliminar a deficiência, o que remete ao modelo institucionalizado ou de reabilitação, não ao modelo coletivo e inclusivo da Saúde Pública.
D – Refere-se a tecnologia assistiva de alta complexidade e alto custo, que geralmente não são a prioridade na Saúde Pública, pois o foco está em recursos acessíveis e de fácil implementação.
E – Novamente destaca tecnologia assistiva de alta complexidade e alto custo, além de priorizar a atuação da equipe multidisciplinar apenas nesse nível de tecnologia, o que não corresponde ao perfil das práticas do modelo da Saúde Pública.
5. Estratégias para interpretação da questão
Fique atento a palavras-chave como baixa e média complexidade, comunidade, família, escola, trabalho – todas indicam foco em inclusão social e contexto real de vida, típicos da Saúde Pública. Desconfie de termos como alta complexidade, procedimentos médicos ou centros especializados quando o tema for práticas em Saúde Pública, pois costumam indicar modelos centrados na reabilitação médica e não na inclusão social.
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