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Ano: 2015 Banca: CONSULPLAN Órgão: Prefeitura de Patos de Minas - MG Provas: CONSULPLAN - 2015 - Prefeitura de Patos de Minas - MG - Engenheiro de Segurança do Trabalho | CONSULPLAN - 2015 - Prefeitura de Patos de Minas - MG - Enfermeiro Assistencial do SAMU - GH XI - 1 - C | CONSULPLAN - 2015 - Prefeitura de Patos de Minas - MG - Técnico Nível Superior I - Engenheiro Civil Regulador Vigilância Sanitária | CONSULPLAN - 2015 - Prefeitura de Patos de Minas - MG - Técnico Nível Superior I - Administrador de Empresas | CONSULPLAN - 2015 - Prefeitura de Patos de Minas - MG - Técnico Nível Superior I - Advogado | CONSULPLAN - 2015 - Prefeitura de Patos de Minas - MG - Técnico Nível Superior I - Engenheiro Civil | CONSULPLAN - 2015 - Prefeitura de Patos de Minas - MG - Técnico Nível Superior I - Analista de Sistemas | CONSULPLAN - 2015 - Prefeitura de Patos de Minas - MG - Técnico Nível Superior I - Assistente Social | CONSULPLAN - 2015 - Prefeitura de Patos de Minas - MG - Técnico Nível Superior I - Bibliotecário | CONSULPLAN - 2015 - Prefeitura de Patos de Minas - MG - Técnico Nível Superior I - Cirurgião-Dentista Buco Maxilo Facial | CONSULPLAN - 2015 - Prefeitura de Patos de Minas - MG - Técnico Nível Superior I - Psicólogo Clínico | CONSULPLAN - 2015 - Prefeitura de Patos de Minas - MG - Técnico Nível Superior I - Contador | CONSULPLAN - 2015 - Prefeitura de Patos de Minas - MG - Técnico Nível Superior I - Economista | CONSULPLAN - 2015 - Prefeitura de Patos de Minas - MG - Técnico Nível Superior I - Cirurgião-Dentista Endodontista | CONSULPLAN - 2015 - Prefeitura de Patos de Minas - MG - Técnico Nível Superior I - Engenheiro Florestal | CONSULPLAN - 2015 - Prefeitura de Patos de Minas - MG - Técnico Nível Superior I - Psicólogo | CONSULPLAN - 2015 - Prefeitura de Patos de Minas - MG - Técnico Nível Superior I - Cirurgião-Dentista Odontopediatra | CONSULPLAN - 2015 - Prefeitura de Patos de Minas - MG - Técnico Nível Superior I - Cirurgião-Dentista para Pacientes Especiais | CONSULPLAN - 2015 - Prefeitura de Patos de Minas - MG - Técnico Nível Superior I - Psicólogo Industrial | CONSULPLAN - 2015 - Prefeitura de Patos de Minas - MG - Técnico Nível Superior I - Cirurgião-Dentista Periodontista | CONSULPLAN - 2015 - Prefeitura de Patos de Minas - MG - Técnico Nível Superior I - Cirurgião-Dentista Plantonista | CONSULPLAN - 2015 - Prefeitura de Patos de Minas - MG - Técnico Nível Superior I - Médico Radiologista | CONSULPLAN - 2015 - Prefeitura de Patos de Minas - MG - Técnico Nível Superior I - Odontólogo Regulador Vigilância Sanitária | CONSULPLAN - 2015 - Prefeitura de Patos de Minas - MG - Técnico Nível Superior I - Engenheiro de Trânsito e Transporte |
Q593928 Português
                       Recomeço: a vida dos refugiados sírios em São Paulo

Em março deste ano, cinco meses antes da imagem do corpo do menino Aylan Kurdi, de três anos, estirado nas areias da praia de Bodrum dar um tapa na cara da humanidade, o Alto Comissário das Nações Unidas para Refugiados, o português Antônio Guterres, classificou a guerra civil da Síria como “a pior crise humanitária da nossa era" – ou pelo menos a mais grave pós‐Segunda Guerra. Em quatro anos e meio, o conflito insano que destruiu o país árabe deixou mais de 250.000 mortos e espalhou 4 milhões de refugiados pelo mundo – 25% deles menores de idade. Do grupo que arriscou cruzar o Atlântico rumo às Américas, a maioria desembarcou no Aeroporto Internacional de Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo. No Brasil, o primeiro destino foi bater à porta da mesquita de Guarulhos, a 10 quilômetros de onde aterrissaram, em busca de abrigo.

      Foi esse o caminho percorrido no ano passado por Marah Khamis, de 23 anos, ao lado do marido, dos pais e de três irmãs, que deixaram Damasco depois que um familiar desenvolveu um câncer em consequência de uma bomba química. Os bens foram convertidos em passagens aéreas para o Brasil. Desembarcaram com poucas malas e economias suficientes para algumas semanas. O único endereço em mente era a mesquita de Guarulhos, onde foram acolhidos e se juntaram a cerca de 150 conterrâneos que seguiram o mesmo itinerário – hoje, o país contabiliza 2.077 refugiados sírios, segundo a ONU.

      Uma tragédia também foi o motivo que trouxe ao Brasil a síria Fateh Saymeh, de 29 anos, o marido, Mohamed Saymeh, e as duas filhas de cinco anos. “Minha casa explodiu na minha frente", lembra Fateh, de fala calma e serena ante as memórias da guerra. A indignação fica por conta do marido, que assumiu uma dura rotina para sustentar a família. Saymeh é funcionário de um restaurante das 9h às 18h, o que lhe rende 1.000 reais por mês – dinheiro que tem como destino o aluguel da casa. Para complementar a renda, ele trabalha na Feira da Madrugada, no Brás. Embora ainda não consiga se comunicar em português, ele já aprendeu a pronunciar as únicas palavras que definem sua realidade – e a de milhares de brasileiros: “Muito cansado".

(Disponível em: http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/recomeco‐a‐vida‐dos‐refugiados‐sirios‐em‐sao‐paulo. Acesso em: setembro de 2015.)
Acerca da inserção, no 1º período do texto, da informação “[...] cinco meses antes da imagem do corpo do menino Aylan Kurdi, de três anos, estirado nas areias da praia de Bodrum dar um tapa na cara da humanidade,[...]" é possível reconhecer como intenção do discurso, principalmente, que
Alternativas

Gabarito comentado

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Tema central da questão: Interpretação de Texto, com foco em coerência textual e análise da progressão temática. O candidato deve identificar a intenção do autor ao inserir determinada informação, compreendendo relação temporal e valoração semântica (uso de linguagem conotativa e ênfase).

Justificativa da alternativa correta (C): O trecho analisado estabelece uma relação de anterioridade entre dois eventos: a classificação da guerra síria como "a pior crise humanitária" e o impacto global da imagem do menino Aylan Kurdi. A intenção principal é demonstrar que a tragédia síria já era gravíssima antes mesmo do mundo se sensibilizar com o fato emblemático. Assim, a alternativa C está alinhada ao texto, explicitando que o agravamento do que já era considerado trágico antecede o marco do episódio de Aylan. Trata-se de coerência textual — conforme Koch (2006) —, pois o texto organiza os fatos de modo lógico para fortalecer sua denúncia sobre a gravidade da crise.

Análise das alternativas incorretas:

A) Generaliza uma necessidade ética/política que não aparece no trecho: o texto não discute enfrentamento prático, mas enfatiza a percepção da gravidade da crise.
B) Sugere uma mensagem de superação (“a humanidade pode se reerguer”) que não está presente — o foco é no agravamento das tragédias, não em superação.
D) Induz o leitor a enxergar uma relação de causa e consequência direta entre fatos; porém, o texto apenas cita a vida dos refugiados, sem vincular diretamente o caso de Aylan Kurdi aos refugiados em São Paulo.

Dicas para interpretação em provas: Leia atentamente os marcadores temporais e observe o que está sendo enfatizado: aqui, a gravidade do problema ANTES de um fato emblemático. Nunca se prenda apenas a frases de efeito; busque o contexto das ideias e a sequência argumentativa.

Em síntese, a alternativa C é a única que observa corretamente a intenção de reforçar a gravidade já existente e seu agravamento posterior. Essa interpretação está em consonância com a norma-padrão e com os manuais de referência, como Bechara e Cunha & Cintra, sobre a importância da unidade de sentido e progressão temática.

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1º&- Em março deste ano, cinco meses antes da imagem do corpo do menino Aylan Kurdi, de três anos, estirado nas areias da praia deBodrum dar um tapa na cara da humanidade, o Alto Comissário das Nações Unidas para Refugiados, o português Antônio Guterres, classificou a guerra civil da Síria como “a pior crise humanitária da nossa era" – ou pelo menos a mais grave pós‐Segunda Guerra.

Letra C

Se as questões de interpretação do TRF2 forem assim, vamos nos sair super bem,né!? Tomara!!;)

 

Ai Morena Flor nem me fale, tô achando fácil demais pra ser verdade! rsrsr

Concordo com Bruna!!!

LETRA C

C) mesmo antes do fato trágico citado em relação ao menino Aylan Kurdi, a guerra civil da Síria já havia sido classificada como “a pior crise humanitária", mostrando o agravamento do que já era considerado trágico. [OU SEJA NAO FOI PRECISO ACONTECER AQUILO COM O MENINO PRA GENTE TER A NOÇÃO DISSO, NA VERDADE O QUE ACONTECEU COM O MENINO SÓ REFORÇOU O QUE JÁ HAVIA DITO.]

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