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Q567522 Medicina
Paciente de 7 anos com história de trauma craniano há mais de 24 horas, apresenta escala de coma de Glasgow modificada de 5, vômitos, déficit focal, otorragia, hipotensão arterial, necessidade de ventilação mecânica, alterações no eletroencefalograma e alterações graves na tomografia de admissão.

Baseado nesses dados, assinale a alternativa que apresenta os fatores que indicam a necessidade de monitoração da pressão intracraniana neste paciente. 

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Tema central da questão: Traumatismo cranioencefálico grave (TCE) em pediatria, especificamente a indicação de monitorização da pressão intracraniana (PIC). Quando avaliar o paciente criticamente, reconhecer os gatilhos clínicos e radiológicos para uso da monitorização é fundamental para evitar complicações graves como herniação cerebral.

Comentário da alternativa correta (C):

A Escala de Coma de Glasgow (ECG) de 5 indica um grave comprometimento neurológico, classificado como TCE grave (ECG ≤ 8). Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), “a monitorização da PIC deve ser implementada para todos os pacientes com TCE grave (ECG ≤ 8)”.

As alterações graves na tomografia de admissão — como hematomas volumosos, contusões, edema cerebral, efeito de massa — aumentam significativamente o risco de hipertensão intracraniana. As diretrizes (SBP, 2019) reforçam a recomendação de monitorização nesses cenários para orientar intervenções rápidas e eficazes. Portanto, pacientes com ECG ≤ 8 e lesões graves na TC (como nesse caso) merecem monitorização rigorosa da PIC para evitar danos secundários.

Análise das alternativas incorretas:

A) Idade e tempo do trauma não são determinantes diretos para indicação de PIC. O fator decisivo é a gravidade clínica e radiológica.

B) Embora as alterações de TC sejam relevantes, alterações apenas no EEG não constituem critério isolado para monitorização da PIC.

D) Déficit focal pode ser sinal de gravidade, mas isoladamente, junto da idade, não define necessidade de PIC conforme os protocolos.

E) Glasgow de 5 e necessidade de VM sinalizam gravidade, porém apenas a indicação de Glasgow e achados radiológicos graves concomitantes consolidam a recomendação formal para monitorização, como explicitado nos principais consensos pediátricos.

Estratégias para provas: busque sempre associações clínico-radiológicas e priorize fatores que constem expressamente em diretrizes. Evite respostas baseadas só em sintomas isolados ou fatores de contexto.

Referência essencial: “A monitorização da PIC deve ser implementada para todos os pacientes com TCE grave (ECG ≤ 8) e alterações graves de imagem” (SBP, p. 12, 2019).

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A resposta correta é a alternativa C, que apresenta a escala de coma de Glasgow de 5 e alterações graves na tomografia de admissão como fatores que indicam a necessidade de monitoração da pressão intracraniana neste paciente. A escala de coma de Glasgow avalia o nível de consciência do paciente, e uma pontuação menor que 8 indica um estado de coma profundo. Além disso, as alterações graves na tomografia indicam uma lesão cerebral significativa, o que pode aumentar a pressão intracraniana e colocar o paciente em risco de complicações graves. Portanto, é importante monitorar a pressão intracraniana para garantir a segurança do paciente e prevenir possíveis danos cerebrais.

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