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Q2464579 Medicina
Na avaliação do líquido ascítico, a presença de um gradiente albumina soroascite <1,1 e a presença de altos níveis de adenosina deaminase sugerem como etiologia: 
Alternativas

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Tema central: interpretação do líquido ascítico usando o gradiente albumina soro-ascite (GASA/SAAG) e a adenosina deaminase (ADA). O SAAG < 1,1 g/dL indica ascite por causas não relacionadas à hipertensão portal (exsudativa), enquanto SAAG ≥ 1,1 sugere hipertensão portal. ADA elevada no líquido ascítico aponta fortemente para tuberculose peritoneal.

Alternativa correta: B - Tuberculose
A tuberculose peritoneal tipicamente apresenta: SAAG < 1,1, proteína elevada, predomínio linfocitário e ADA alta (geralmente > 30–40 U/L), com sensibilidade/especificidade elevadas para TB em ascite, especialmente em contextos de alta prevalência. Esse padrão é clássico e diferencia TB de causas por hipertensão portal. Confirmatórios: cultura/PCR (Xpert MTB/RIF) do líquido, biópsia peritoneal com granulomas caseosos, e imagem compatível. Fontes: Harrison’s Principles of Internal Medicine; UpToDate (Evaluation of adults with ascites; Tuberculous peritonitis); Diretrizes OMS para TB.

Estratégia de prova: memorize a “regra do 1,1”:
- SAAG ≥ 1,1 → hipertensão portal (cirrose, insuficiência cardíaca, Budd-Chiari).
- SAAG < 1,1 → causas peritoneais (TB, carcinomatose, pancreatite).
Entre essas, a ADA alta funciona como “pista de ouro” para TB. Lembre: ADA não é patognomônica, mas é altamente sugestiva no contexto certo.

Análise das alternativas incorretas:

A - Carcinomatose peritoneal: costuma ter SAAG < 1,1 (exsudato), mas a ADA geralmente não é elevada. Diagnóstico favorecido por citologia tumoral positiva e marcadores oncológicos; o conjunto SAAG baixo + ADA alta favorece TB, não neoplasia.

C - Pancreatite aguda: pode cursar com SAAG < 1,1, porém o achado característico é amilase muito elevada no líquido ascítico, não ADA alta. Pode haver líquido hemorrágico; ADA não discrimina pancreatite.

D - Insuficiência cardíaca: típica de hipertensão portal com SAAG ≥ 1,1. ADA costuma ser normal/baixa; portanto, o par “SAAG baixo + ADA alta” é incompatível com essa etiologia.

E - Cirrose hepática: também cursa com SAAG ≥ 1,1. ADA elevada não é esperada na ascite cirrótica não complicada. Na peritonite bacteriana espontânea, ADA não é marcador útil.

Dica prática: Diante de SAAG < 1,1, pense TB, neoplasia ou pancreatite; use “marcadores-chaves”: ADA alta → TB, amilase alta → pancreatite, citologia positiva → carcinomatose. Para TB, confirme com cultura/PCR ou biópsia. Referências: Harrison’s; UpToDate; OMS.

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A questão aborda a avaliação do líquido ascítico, um acúmulo de líquido na cavidade peritoneal que pode ocorrer por diversas razões. O gradiente albumina soro-ascite (GASA) é uma medida usada para ajudar na determinação da etiologia da ascite. Um GASA menor que 1,1 sugere que a causa da ascite não está relacionada a um aumento da pressão hidrostática, como ocorre na cirrose hepática (onde geralmente o GASA é maior que 1,1). Portanto, um GASA <1,1 aponta para outras causas. A adenosina deaminase (ADA) é um enzima que, quando presente em níveis elevados no líquido ascítico, é um importante biomarcador para a tuberculose peritoneal. A combinação de um GASA < 1,1 e níveis elevados de ADA é, portanto, sugestiva de tuberculose como etiologia da ascite, o que torna a alternativa B a resposta correta. As outras opções listadas são causas menos prováveis associadas a um GASA < 1,1 e altos níveis de ADA. A carcinomatose peritoneal (A) geralmente apresenta ascite com características citológicas e bioquímicas diferentes, a pancreatite aguda (C) não é tradicionalmente associada a altos níveis de ADA na ascite, a insuficiência cardíaca (D) geralmente resulta em um GASA > 1,1, e a cirrose hepática (E) também é caracterizada por um GASA > 1,1.

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