Lactente de 11 meses é internado na Unidade de Terapia Inte...

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Q567517 Medicina
Lactente de 11 meses é internado na Unidade de Terapia Intensiva com quadro de hipertensão intracraniana e diagnóstico laboratorial de meningite meningocóccia. Evolui de forma aguda e grave, necessita de ventilação mecânica e acesso venoso profundo. Durante a visita dos familiares o médico é questionado sobre a necessidade de profilaxia para esta doença.

Assinale a afirmativa que indica a recomendação do médico: 

Alternativas

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Tema central: O foco da questão é a profilaxia de contatos domiciliares após diagnóstico de meningite meningocócica em um lactente, tema recorrente na prática de medicina intensiva pediátrica e muito cobrado em concursos.

Alternativa correta: C

Segundo as diretrizes do Ministério da Saúde (Diretrizes para enfrentamento das meningites até 2030), a quimioprofilaxia com rifampicina está indicada para contatos domiciliares de convívio diário, nas seguintes condições:

  • Para crianças: rifampicina 10 mg/kg a cada 12h, em quatro doses (total 48h)
  • Contatos considerados de risco: quem reside na mesma casa, cuidadores e pessoas que compartilharam secreções orais (ex: chupeta, talher)

Esta recomendação se baseia em sólida evidência, inclusive destacada em manuais de referência como Nelson e UpToDate, mostrando eficácia para evitar casos secundários em contatos íntimos (“A quimioprofilaxia é recomendada para contatos próximos…” – MS, seção Medidas de Prevenção e Controle).

Análise das alternativas incorretas:

  • ADosagem incorreta: 25 mg/kg/dia não corresponde à recomendada (risco de erro posológico).
  • B – Restringe de modo indevido a profilaxia apenas a profissionais de saúde expostos, desconsiderando os contactos domiciliares, principais alvos da prevenção.
  • DCeftriaxona até pode ser opção alternativa (ex: lactentes), mas a recomendação para todos os contactantes não é correta. A escolha de antibiótico deve considerar idade e contraindicações.
  • EPeniicilina oral não é indicada para profilaxia; vacina tem papel na prevenção primária, e não substitui quimioprofilaxia após exposição.

Pontos de atenção/pegadinhas:

  • Dose da rifampicina (muitos erram por não memorizar a dose correta para crianças).
  • Perfil dos contatos que devem receber profilaxia: sempre domiciliares e quem teve contato direto com secreções.
  • Lembre: profissionais de saúde só recebem se expostos diretamente a secreções (entubação sem EPI, etc.).

Dica para prova:
Busque sempre identificar as palavras-chave do enunciado (“contatos domiciliares de convívio diário”, “dose de rifampicina”, “contactantes”) e desconfie de opções que não mencionam doses ou ampliam demais a indicação de profilaxia.

Referência fundamental:
Ministério da Saúde, Diretrizes para Enfrentamento das Meningites até 2030 – seção Medidas de Prevenção e Controle.

Resumo final:
A alternativa C segue rigorosamente as diretrizes nacionais e as melhores práticas em saúde pública para prevenção secundária de meningite meningocócica.

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Comentários

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Nao so para crianças, para todos os contactantes.

A alternativa correta é:

C - Rifampicina 10 mg/kg/dia a cada 12 horas, quatro doses no total, para crianças contactantes domiciliares de convívio diário.

Justificativa:

A profilaxia para a meningite meningocócica é recomendada para pessoas que tiveram contato próximo e prolongado com o paciente infectado, especialmente em ambientes domiciliares ou outros contextos de convivência diária. A rifampicina é o antimicrobiano de escolha para crianças contactantes domiciliares, administrada na dose de 10 mg/kg/dose, a cada 12 horas, por dois dias (totalizando quatro doses). Essa estratégia é eficaz para eliminar a colonização nasofaríngea do Neisseria meningitidis e prevenir novos casos.

Análise das alternativas incorretas:

  • A. Rifampicina 25 mg/kg/dia a cada 12 horas somente para os familiares que tiveram contato com a criança nos últimos 3 dias antes do aparecimento da doença:
  • A dose está incorreta. A recomendação é 10 mg/kg/dose e não 25 mg/kg/dia. Além disso, a profilaxia é indicada para contactantes que tiveram exposição nos últimos 7 dias antes do início dos sintomas do paciente.
  • B. Por se tratar de etiologia conhecida, somente os médicos e enfermagem, que tiveram contacto com secreções do paciente durante entubação e passagem de cateter profundo necessitam de profilaxia:
  • Embora profissionais de saúde que tiveram exposição direta a secreções orais ou respiratórias do paciente devam receber profilaxia, a recomendação não se limita a eles. Familiares e outros contactantes próximos também necessitam de profilaxia.
  • D. Cefalosporina de terceira geração, via intramuscular, dose única, para todos os contactantes íntimos do lactente:
  • Apesar de a ceftriaxona ser uma alternativa para profilaxia em dose única intramuscular (especialmente para gestantes ou indivíduos que não toleram rifampicina), o protocolo inicial recomenda rifampicina como primeira escolha para crianças contactantes.
  • E. Penicilina oral e vacinação para todos que tiveram contato com o lactente nos últimos sete dias:
  • A penicilina não é usada para profilaxia, mas sim para tratamento da infecção ativa. Além disso, a vacinação, embora importante em contextos de prevenção ampla, não é parte da estratégia de profilaxia pós-exposição imediata.
  • Pontos chave:
  • A profilaxia para meningite meningocócica é indicada para contactantes próximos e domiciliares, especialmente aqueles expostos nos últimos 7 dias.
  • Rifampicina é o antimicrobiano de escolha para crianças, na dose de 10 mg/kg/dose, a cada 12 horas, por 2 dias (4 doses no total).
  • Alternativas incluem ceftriaxona (dose única intramuscular) ou ciprofloxacino (adultos).
  • Vacinação pode ser indicada em campanhas preventivas, mas não substitui a profilaxia antimicrobiana em contactantes.

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