Você é chamado na emergência para avaliar lactente de 3 mes...
O tratamento de escolha para este paciente é:
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O tema central desta questão envolve o diagnóstico e tratamento de uma infecção por Chlamydia trachomatis em um lactente. É crucial identificar os sinais clínicos e o histórico apresentado para chegar à resposta correta.
O quadro clínico apresentado, com tosse persistente, taquipneia sem dispneia, ausência de febre e hiperinsuflação pulmonar na radiografia, associado ao histórico de conjuntivite neonatal, é típico de uma infecção por Chlamydia trachomatis. Essa bactéria pode ser transmitida durante o parto de uma mãe infectada, especialmente em casos sem pré-natal adequado.
Justificativa para a alternativa correta (E - eritromicina por 14 dias): A eritromicina é o tratamento de escolha para a pneumonia por Chlamydia trachomatis em lactentes. Este antibiótico efetivamente trata a infecção respiratória e a conjuntivite associada. As diretrizes pediátricas (como as da SBP - Sociedade Brasileira de Pediatria) recomendam o uso de eritromicina por 14 dias para garantir a erradicação da bactéria.
Análise das alternativas incorretas:
A - qualquer cefalosporina de terceira geração: As cefalosporinas não são eficazes contra Chlamydia trachomatis, pois essa bactéria é intracelular e requer antibióticos como macrolídeos para penetração celular e ação bactericida.
B - azitromicina dose única: Embora a azitromicina seja eficaz contra Chlamydia trachomatis, a dose única não é indicada em lactentes para tratar a pneumonia, necessitando de um regime mais prolongado para eficácia adequada.
C - amoxacilina por 14 dias: A amoxicilina não é eficaz no tratamento de infecções por Chlamydia trachomatis, já que não é um antibiótico com ação intracelular, como são os macrolídeos.
D - cefepima por 10 dias: Assim como as cefalosporinas de terceira geração, a cefepima, uma cefalosporina de quarta geração, não é eficaz contra infecções por Chlamydia trachomatis.
Para resolver esta questão, é importante correlacionar o histórico clínico e os achados radiológicos com o agente infeccioso mais provável em lactentes, levando em consideração a ausência de pré-natal. Fique atento a detalhes como a idade do paciente e o quadro de conjuntivite neonatal, que são pistas cruciais para o diagnóstico correto.
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