Paciente de 60 anos dá entrada em uma UPA com dor torácica t...

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Q3908246 Medicina
Paciente de 60 anos dá entrada em uma UPA com dor torácica típica há 2 horas. ECG sem supra do segmento ST e troponina ultrassensível inicial negativa. O serviço dispõe de ecocardiograma transtorácico e Central de Regulação para alta complexidade. Considerando a síndrome coronariana aguda sem supra de ST, os métodos diagnósticos não invasivos, a regulação assistencial e notificação compulsória, assinale a alternativa correta. 
Alternativas

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: Na suspeita de SCA sem supra de ST com dor típica há 2 horas e troponina ultrassensível inicial negativa, o diagnóstico não é excluído e exige troponina seriada, com integração clínica e ECG; a regulação para serviço de maior complexidade é indicada quando necessário.

Tema central: SCA sem supra
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque troponina inicial negativa, com apenas 2 horas de dor, não exclui SCA sem supra; a cinética da necrose miocárdica pode ainda não ter produzido elevação detectável no primeiro exame, exigindo protocolo seriado. Também erra ao vincular isso à notificação: o critério decisivo é a Lista Nacional de Notificação Compulsória, não a negatividade da troponina.
B
Errada
Está errada por dois motivos médicos. Primeiro, contradiz o cenário dado, que é ECG sem supra. Segundo, mesmo se houvesse supra de ST, isso sustentaria isquemia aguda até prova em contrário e não seria afastado por ecocardiograma transtorácico normal. Ecocardiograma normal não exclui isquemia aguda nem justifica alta imediata.
C
Errada
Está errada porque métodos não invasivos têm utilidade contextual na fase aguda. O ecocardiograma pode mostrar alterações segmentares, disfunção ventricular e ajudar em diagnósticos diferenciais. Além disso, a disponibilidade e os achados desses exames influenciam a necessidade de encaminhamento e, portanto, a regulação assistencial.
D
Certa
A alternativa D está correta porque descreve o manejo sindrômico adequado da SCA sem supra em janela precoce. Segundo a linha de cuidado e o protocolo do Ministério da Saúde, a troponina é o biomarcador preferencial, mas sua interpretação depende de dosagem seriada, especialmente quando os sintomas começaram há poucas horas. Além disso, métodos não invasivos não são descartados na fase aguda: o ecocardiograma pode contribuir conforme a estabilidade clínica e os recursos disponíveis. Por fim, a organização em rede faz parte da conduta, com regulação para serviço de maior complexidade quando o caso exigir suporte diagnóstico-terapêutico não disponível localmente.
E
Errada
Está errada porque a assertiva restringe indevidamente a notificação compulsória ao IAM com supra. O critério correto é a Lista Nacional de Doenças e Agravos de Notificação Compulsória do Ministério da Saúde, e não a presença ou ausência de supra de ST.
Pegadinha da questão
A banca explora a falsa segurança de uma troponina ultrassensível inicial negativa em dor de início recente e tenta fazer o candidato errar por absolutizar esse exame, desprezar o papel contextual dos métodos não invasivos e confundir gravidade clínica com notificação compulsória.
Dica para questões semelhantes
  • Em dor torácica típica com poucas horas de evolução, não use uma única troponina negativa para excluir SCA sem supra; procure a necessidade de dosagem seriada.
  • Na SCA sem supra, decida pela integração entre clínica, ECG, biomarcadores e estratificação, não por um exame isolado.
  • Método não invasivo na fase aguda não é inútil nem obrigatório para todos; ele entra conforme estabilidade clínica e recurso disponível.
  • Notificação compulsória depende da Lista Nacional aplicável, não do fato de o quadro ser grave ou de ser IAM com ou sem supra.

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