Paciente de 7 anos chega na Emergência Pediátrica com diagn...
A terapia inicial mais adequada para este caso é:
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Tema central da questão: A questão aborda o manejo inicial de uma criança com taquicardia supraventricular (TSV) em situação de emergência, focando na escolha do tratamento adequado frente à apresentação clínica e limitações, como a ausência de acesso venoso.
Análise da alternativa correta (B):
A alternativa B - realizar cardioversão sincronizada na dose de 0,5 a 1 J/kg é a resposta correta. Em um paciente pediátrico com TSV e sinais de instabilidade hemodinâmica (como a frequência cardíaca de 280 bpm, sudorese, palidez e perfusão periférica lentificada), a cardioversão elétrica sincronizada é indicada. De acordo com as diretrizes da American Heart Association (AHA) e da Sociedade Brasileira de Pediatria, a cardioversão é o tratamento de escolha quando não há acesso venoso disponível ou quando a criança está instável, o que é o caso deste paciente. A dose inicial recomendada é de 0,5 a 1 J/kg, podendo ser aumentada se necessário.
Análise das alternativas incorretas:
A - tentar acesso venoso para iniciar infusão de Adenosina: Embora a adenosina seja o tratamento de escolha para TSV em pacientes estáveis com acesso venoso, neste caso a criança apresenta sinais de instabilidade hemodinâmica e não possui acesso venoso, tornando a cardioversão elétrica a abordagem mais rápida e efetiva.
C - tentar manobras vagais, podendo repeti-las no máximo três vezes: As manobras vagais, como a manobra de Valsalva ou o reflexo do mergulho, são indicadas para TSV em pacientes estáveis. No entanto, devido à instabilidade hemodinâmica do paciente, as manobras vagais não são apropriadas nesta situação crítica.
D - realizar desfibrilação imediata, pelo risco desta arritmia evoluir para parada cardíaca: A desfibrilação é indicada em casos de fibrilação ventricular ou taquicardia ventricular sem pulso, não em taquicardia supraventricular. A cardioversão sincronizada, que é mais controlada, é a abordagem correta para TSV com instabilidade.
E - iniciar beta bloqueador venoso: Os beta-bloqueadores não são o tratamento de primeira linha para TSV em situações de emergência, especialmente sem acesso venoso e com instabilidade hemodinâmica. A cardioversão elétrica é mais apropriada e rápida para reverter a arritmia nestas condições.
Considerações Finais: Esta questão ilustra a importância de diferenciar entre pacientes estáveis e instáveis em emergências cardiovasculares pediátricas e de conhecer as opções de tratamento apropriadas para cada situação, conforme as diretrizes internacionais.
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