Um recém‐nascido a termo recebeu alta em boas condiçõ...
Com base nesse caso hipotético, assinale a alternativa que apresenta o diagnóstico mais provável.
Gabarito comentado
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Tema central: O caso aborda obstipação persistente e distensão abdominal em recém-nascido, quadro clínico muitas vezes vinculado à Doença de Hirschsprung (DH), uma condição congênita que afeta o sistema nervoso entérico do intestino grosso.
Justificativa da alternativa correta (E):
Na DH, há ausência de células ganglionares nos plexos mioentérico e submucoso, levando à perda da motilidade intestinal naquele segmento e consequente obstrução funcional. Conforme o “Manual MSD Versão Saúde para a Família”, a criança com DH pode permanecer estável após o nascimento e apresentar sintomas nas primeiras semanas de vida, como dificuldade para evacuar e distensão abdominal. A ausência de febre ou prostração descarta causas infecciosas. Esteja atento: recém-nascidos com DH podem receber alta e piorar ao iniciar alimentação rica em leite, quando aumenta o estímulo para evacuação, evidenciando-se o quadro de obstrução funcional.
Análise crítica das alternativas incorretas:
A) Peritonite: Geralmente cursa com febre, dor intensa e sinais sistêmicos. O enunciado não sugere quadro infeccioso ou sepse.
B) Alergia alimentar ao leite: Manifesta-se habitualmente com diarreia, sangue nas fezes ou manifestações cutâneas, não com obstipação intensa em RN.
C) Quadro infeccioso intestinal: Esperam-se febre e diarreia. Ausência desses sinais descarta hipótese infecciosa.
D) Doença do refluxo gastroesofágico: Sintomas principais: regurgitação e vômitos pós-mamadas; não cursa com obstipação importante.
Dica de interpretação: Cuidado com “pegadinhas”! O caso do recém-nascido sem febre, mas com distensão abdominal e dificuldade de evacuação, aponta para etiologia obstrutiva e não infecciosa. Observe sempre sinais de gravidade sistêmica para descartar doenças agudas infecciosas.
Resumo prático: A Doença de Hirschsprung deve ser pensada em qualquer recém-nascido com obstipação progressiva e distensão abdominal sem outros sintomas sistêmicos. O diagnóstico é clínico e confirmado por biópsia retal (ausência de células ganglionares), conforme preconizado nos principais manuais pediátricos, como Nelson Tratado de Pediatria e os protocolos da Sociedade Brasileira de Pediatria.
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