Durante a elaboração da Lei Orçamentária Anual (LOA), a equi...

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Q4282463 Direito Financeiro
Durante a elaboração da Lei Orçamentária Anual (LOA), a equipe técnica da Assembleia Legislativa do Estado Alfa classificou como discricionárias todas as despesas que não estivessem vinculadas a obras públicas ou novos investimentos. Com isso, incluiu nessa categoria despesas com pessoal ativo, benefícios previdenciários e obrigações legais já assumidas pelo ente. O Tribunal de Contas foi instado a se manifestar sobre a adequação dessa classificação.

À luz da legislação financeira e da técnica orçamentária, assinale a afirmativa correta.
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LRF. Art. 17. Considera-se obrigatória de caráter continuado a despesa corrente derivada de lei, medida provisória ou ato administrativo normativo que fixem para o ente a obrigação legal de sua execução por um período superior a dois exercícios.         

A) Erro: a LOA, como regra geral, tem natureza autorizativa (permite, mas não obriga, a execução de despesas discricionárias) — mas essa liberdade não se estende às despesas obrigatórias, que devem ser executadas por força de lei anterior, independentemente de qualquer discricionariedade do administrador na LOA.

B) Correta. É exatamente o erro técnico identificado: o critério "não é obra/investimento, logo é discricionária" é equivocado. O critério correto é a existência de obrigação legal/constitucional preexistente (art. 17, LRF), e pessoal, previdência e obrigações legais são, por definição, despesas obrigatórias, independentemente de sua natureza de despesa corrente ou de capital.

C) Erro: Isso não é correto: despesas discricionárias existem e são a regra para custeio não vinculado e investimentos, e a LOA, quanto a elas, é tradicionalmente autorizativa, não impositiva (ressalvadas as hipóteses específicas de orçamento impositivo, como as emendas parlamentares individuais/de bancada, que têm regime próprio de execução obrigatória por força de dispositivo constitucional específico — mas isso é exceção, não a regra geral de toda a LOA).

D) Erro: essa alternativa confunde duas classificações orçamentárias distintas e independentes:

  • Classificação econômica: despesas correntes x despesas de capital (critério contábil, sobre a natureza econômica do gasto).
  • Classificação quanto à discricionariedade: obrigatória x discricionária (critério jurídico, sobre a existência de vinculação legal).

E) Erro: pelo contrário — justamente por serem obrigatórias, essas despesas precisam necessariamente constar da LOA, com dotação orçamentária específica, sob pena de o administrador não ter respaldo orçamentário para realizá-las (princípio da legalidade orçamentária / vedação a despesas sem prévia dotação, art. 167, II, CF).

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