Em casos de tireoidite de Hashimoto, o exame histológico da ...
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As doenças autoimunes são condições nas quais o sistema imunológico ataca erroneamente as células e tecidos do próprio corpo. Um exemplo clássico é a tireoidite de Hashimoto, uma doença autoimune que afeta a glândula tireoide.
No caso da tireoidite de Hashimoto, o ataque autoimune leva a um processo inflamatório crônico, resultando em danos à estrutura da glândula. Este processo é caracterizado histologicamente por uma infiltração de linfócitos e, frequentemente, por fibrose e atrofia dos folículos tireoidianos. Portanto, afirmar que o exame histológico da glândula é normal está incorreto.
Além disso, em pacientes com tireoidite de Hashimoto, é comum encontrar auto-anticorpos circulantes, especialmente contra a tireoide peroxidase (anti-TPO) e contra a tireoglobulina. Esses auto-anticorpos são marcadores importantes na confirmação do diagnóstico clínico.
Na questão proposta, a alternativa correta é Errado (E). A justificativa para esta escolha é que, ao contrário do que foi afirmado, a tireoidite de Hashimoto não apresenta uma histologia normal. Pelo contrário, o exame histológico é um dos indicadores mais importantes para o diagnóstico, mostrando alterações significativas devido à resposta autoimune.
Vamos analisar o porquê de a alternativa certa (C) estar incorreta: afirmar que o exame histológico é normal em casos de tireoidite de Hashimoto é um erro conceitual. As alterações histológicas são uma parte crucial do diagnóstico e do entendimento da patogênese da doença.
Para resolver questões como esta, é essencial conhecer tanto as características clínicas quanto os achados laboratoriais e histológicos das doenças autoimunes. Estar familiarizado com livros de referência como o Harrison's Principles of Internal Medicine pode ser bastante útil para aprofundar-se nos detalhes de cada doença.
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Na tireoidite de Hashimoto: " O exame histopatológico evidencia que o tecido folicular normal é substituído por um acentuado infiltrado linfocitário com formação de centros germinativos linfoides. Há fibrose e infiltração linfocitária também no interstício. Os folículos tireoidianos são pequenos ou atróficos e com pouco coloide. As células de Askanazy estão presentes e representam provavelmente um estágio de lesão das células epiteliais "
via medicina.net
Na tireoidite de Hashimoto, o exame histológico da glândula tireoide geralmente não é normal. Apesar da presença de autoanticorpos circulantes, a tireoide apresenta alterações inflamatórias e estruturais características da doença.
Alterações Histológicas na Tireoidite de Hashimoto:
- Infiltração linfocitária: Acúmulo de linfócitos na glândula tireoide, principalmente células T e B.
- Formação de folículos linfoides: Áreas com alta concentração de linfócitos organizados em folículos.
- Hiperplasia folicular: Aumento do número de folículos tireoidianos, geralmente pequenos e com coloração pálida.
- Fibrose: Aumento da quantidade de tecido conjuntivo na glândula, conferindo-lhe rigidez e dificultando a produção de hormônios tireoidianos.
- Necrose folicular: Morte de células tireoidianas, podendo levar à diminuição da produção hormonal.
Autoanticorpos na Tireoidite de Hashimoto:
- Anticorpos anti-tireoperoxidase (TPO): São os autoanticorpos mais frequentemente encontrados na tireoidite de Hashimoto.
- Anticorpos anti-tireoglobulina (Tg): Também estão presentes em muitos pacientes com a doença.
- Anticorpos estimuladores do receptor de TSH (TSHR): Menos frequentes, mas podem causar hipertireoidismo em alguns casos.
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