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Q4071616 Segurança da Informação
Considere a seguinte situação hipotética:

Uma equipe de desenvolvedores está convertendo uma aplicação monolítica para uma arquitetura baseada em microsserviços implantada em Kubernetes. Atualmente, os serviços se comunicam livremente dentro do cluster porque estão na mesma rede interna. Um dos desenvolvedores argumenta que, por estarem “dentro da rede corporativa”, não é necessário implementar autenticação mútua entre os serviços, apenas autenticação na API Gateway externa.
Durante uma revisão de segurança, verificou-se que, caso um único pod seja comprometido, um atacante poderia se movimentar lateralmente e acessar outras aplicações internas.

Considerando o modelo Zero Trust, assinale a alternativa que representa a ação CORRETA que a equipe deve implementar para prevenir o risco descrito: 
Alternativas

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: O elemento decisivo foi a aplicação de Zero Trust ao tráfego interno entre microsserviços, em que a simples permanência no cluster não autoriza confiança implícita.

Tema central: Zero Trust em microsserviços
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A está correta porque reúne os controles compatíveis com Zero Trust para tráfego leste-oeste em Kubernetes: autenticação mútua entre microsserviços, autorização baseada na identidade do workload e limitação explícita das comunicações internas. Esse conjunto ataca exatamente o risco descrito, que é o acesso indevido entre serviços depois do comprometimento de um pod.
B
Errada
Está errada porque mantém comunicação interna irrestrita entre os microsserviços. Isso preserva confiança implícita dentro do cluster, o que contraria Zero Trust e não reduz o risco de movimentação lateral após o comprometimento de um pod.
C
Errada
Está errada porque troca identidade de workload por controle baseado em IP de pod, critério inadequado para Kubernetes, e porque MFA nas aplicações não resolve o problema central da questão, que é autenticação e autorização serviço a serviço no tráfego interno.
D
Errada
Está errada porque logs e monitoramento são medidas de detecção e observabilidade. A questão pede prevenção do risco descrito, e detectar a movimentação lateral depois não impede o acesso indevido entre serviços.
Pegadinha da questão
A confusão explorada foi tratar a rede interna ou a proteção no API Gateway como suficientes, quando o cenário exige controles entre os próprios microsserviços.
Dica para questões semelhantes
  • Em Zero Trust, não aceite comunicação interna livre só porque os serviços estão no mesmo cluster ou na mesma rede corporativa.
  • Para tráfego entre microsserviços, procure a combinação: autenticação entre serviços, autorização por identidade do workload e restrição explícita de comunicação.
  • Em Kubernetes, não trate IP de pod como base principal de identidade e autorização quando a questão exigir aderência a Zero Trust.

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Comentários

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A - Resposta Correta, Ao implementar a autenticação entre microsserviços você permite que o usuário acesse apenas o necessário para cada operação, diminuindo a superficie de ataque e aplicando os princípios do zero trust.

B - Permitir a comunicação interna irrestrita é contra o princípio do privilégio mínimo e não previne contra ataques internos.

C - Permitir o tráfego apenas entre IPs previamente cadastrados nos pods "confiáveis" parte do pressuposto que possui confiança interna, o que vai contra o modelo Zero Trust.

D - A ideia do Zero Trust é evitar movimentação lateral e não remediar a movimentação após ela ocorrer.

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