Isso é particularmente relevante em investigações clínicas ...

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Q3878188 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


CZT: o incrível material que está gerando uma revolução tecnológica (e por que é tão difícil de obter)


Submeter-se a exames de tomografia pulmonar costumava exigir que pacientes permanecessem imóveis por até quarenta e cinco minutos dentro de grandes máquinas. Com a introdução de novos equipamentos, esse tempo foi reduzido para quinze minutos, resultado tanto do avanço no processamento de imagens quanto do uso de um material especial conhecido como CZT, sigla para telureto de cádmio e zinco.


Esse material permite a produção de imagens tridimensionais altamente detalhadas dos pulmões, ampliando a precisão diagnóstica. Médicos relatam que os resultados obtidos representam um avanço significativo na área de imagem médica. Embora pouco conhecido fora do meio científico, o CZT vem sendo apontado como responsável por uma verdadeira transformação tecnológica, com aplicações que vão além da medicina, alcançando telescópios de raios X, detectores de radiação e sistemas de segurança em aeroportos.


Uma das principais vantagens do uso do CZT é a alta sensibilidade dos mecanismos, que permite reduzir a quantidade de substâncias radioativas utilizadas nos exames. Isso é particularmente relevante em investigações clínicas que buscam identificar coágulos sanguíneos muito pequenos ou alterações difíceis de detectar por métodos tradicionais.


Apesar de já existir há décadas, o CZT só recentemente passou a ser empregado em equipamentos de grande porte. Sua produção é extremamente complexa e demorada, envolvendo processos longos de aquecimento, fusão e solidificação até a formação de cristais perfeitamente alinhados. O resultado é um semicondutor capaz de detectar fótons de raios X e raios gama com grande precisão, convertendo diretamente esses sinais em imagens digitais detalhadas, em um único passo, diferentemente das tecnologias anteriores.


Esse grau de precisão possibilita, inclusive, a geração de imagens capazes de diferenciar materiais e tecidos, o que amplia significativamente o campo de aplicação do material. Atualmente, o CZT já é utilizado em sistemas de inspeção de bagagens e em equipamentos de pesquisa científica avançada, e há expectativa de que seu uso se expanda ainda mais nos próximos anos.


No entanto, a elevada demanda e a dificuldade de fabricação tornam o material escasso. Pesquisadores de diversas áreas dependem de peças muito específicas, muitas vezes extremamente finas, o que nem sempre é possível atender. Essa limitação afeta desde estudos astronômicos até grandes centros de pesquisa que utilizam raios X para analisar materiais em nível microscópico.


Mesmo assim, projetos científicos de grande porte continuam a apostar no CZT, especialmente diante da necessidade de sensores mais sensíveis para acompanhar o aumento da intensidade das fontes de raios X modernas. Apesar dos desafios, o material segue como peça central de importantes inovações, consolidando-se como uma solução estratégica para enfrentar limites tecnológicos atuais e impulsionar avanços na medicina, na ciência e na indústria.



https://www.bbc.com/portuguese/articles/c5y2zd0lx7yo.adaptado.

Isso é particularmente relevante em investigações clínicas "que" buscam identificar coágulos sanguíneos muito pequenos.



Em relação ao valor morfossintático do termo destacado, analise as afirmações a seguir e assinale a alternativa CORRETA.

Alternativas

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: No trecho "Isso é particularmente relevante em investigações clínicas "que" buscam identificar coágulos sanguíneos muito pequenos.", o termo "que" retoma o antecedente expresso "investigações clínicas" e introduz a oração que o restringe; por isso, seu valor morfossintático é o de pronome relativo, em oração subordinada adjetiva restritiva.

Tema central: Pronome relativo "que"
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque o "que" não tem valor de referência vaga ou genérica. No trecho, ele retoma um antecedente determinado já expresso, "investigações clínicas". Essa retomada anafórica de nome antecedente é traço de pronome relativo, não de pronome indefinido.
B
Certa
A alternativa B está correta porque identifica exatamente a estrutura do período: há um antecedente nominal expresso, "investigações clínicas", e a oração introduzida por "que" — "que buscam identificar coágulos sanguíneos muito pequenos" — restringe esse conjunto às investigações com essa característica específica. Esse é o funcionamento próprio do pronome relativo em oração subordinada adjetiva restritiva.
C
Errada
Está errada porque o termo não é expletivo nem meramente enfático. Ele exerce função referencial e sintática: liga a oração ao antecedente "investigações clínicas" e introduz a caracterização desse nome. Portanto, não é elemento dispensável sem prejuízo estrutural.
D
Errada
Está errada porque conjunção integrante introduz oração substantiva e não retoma antecedente nominal. Aqui, a oração introduzida por "que" não completa verbo algum como objeto direto; ela modifica o nome "investigações clínicas". Por isso, trata-se de oração adjetiva restritiva, e não de oração substantiva objetiva direta.
Pegadinha da questão
A banca explorou a polifuncionalidade de "que": a forma pode exercer funções diferentes, mas, neste contexto, a presença do antecedente nominal expresso antes de "que" e a função de restringir esse nome afastam as leituras de conjunção integrante, partícula expletiva e pronome indefinido.
Dica para questões semelhantes
  • Verifique primeiro se há um nome antecedente expresso antes de "que"; se houver retomada desse nome, a leitura de pronome relativo ganha força decisiva.
  • Observe a função da oração introduzida por "que": se ela caracteriza ou restringe um substantivo, trata-se de oração adjetiva, não substantiva.
  • Elimine a conjunção integrante quando o "que" retomar um antecedente nominal, porque conjunção integrante não exerce essa retomada.
  • Desconfie da leitura de partícula expletiva quando a retirada de "que" rompe a ligação sintática entre o antecedente e a oração seguinte.

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Restritiva = sem virgula

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