Aguiar et al. (2006), refletindo sobre a importância da edu...

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Q3455943 Meio Ambiente
Aguiar et al. (2006), refletindo sobre a importância da educação no combate à exclusão, afirmam haver diversas concepções do que seja o desenvolvimento sustentável. Uma dessas concepções é assim descrita: “supõe uma mudança na orientação do desenvolvimento econômico, contemplando a justiça social e a superação da desigualdade socioeconômica. [...] Nesta perspectiva, o mercado e a visão economicista deixam de ter a centralidade” e cedem lugar a um desenvolvimento que “se realiza na partição da riqueza social e na distribuição do controle sobre os recursos, inclusive os provenientes da natureza”.

Trata-se, especificamente, da perspectiva
Alternativas

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Alternativa correta: C - da sustentabilidade democrática.

1. Tema central da questão

Esta questão aborda concepções de desenvolvimento sustentável, com ênfase na dimensão social e democrática. O objetivo é perceber que o desenvolvimento sustentável vai além do meio ambiente, incluindo também justiça social e participação na tomada de decisões.

2. Resumo teórico

O conceito clássico de desenvolvimento sustentável (Relatório Brundtland, 1987) integra crescimento econômico, preservação ambiental e justiça social, garantindo recursos às gerações atuais e futuras. A sustentabilidade democrática amplia essa visão, destacando a necessidade de distribuir riqueza e democratizar o acesso e controle sobre os recursos naturais, promovendo a participação social e igualdade (Fonte: Sachs, 2009).

3. Justificativa da alternativa correta

A alternativa C é correta porque o texto descreve uma mudança na lógica econômica, priorizando a partilha da riqueza e distribuição do controle sobre recursos. Isso implica democracia econômica e justiça social, elementos centrais da chamada sustentabilidade democrática, onde há inclusão social e decisões coletivas sobre o desenvolvimento.

4. Análise das alternativas incorretas

  • A - Responsabilidade socioambiental: embora trate da integração de questões sociais e ambientais, não enfatiza a distribuição de poder e de riqueza, como pede o enunciado.
  • B - Revolução ecológica: remete a mudanças radicais nas práticas ambientais, sem focar em justiça social ou participação democrática.
  • D - Capitalismo sustentável: refere-se à adaptação do sistema capitalista para incorporar práticas sustentáveis, sem necessariamente abordar a democratização da riqueza.
  • E - Soberania ecológica: relaciona-se a autonomia na gestão dos recursos naturais, não à justiça social ou à partição da riqueza.

5. Estratégias de interpretação

Fique atento a palavras-chave como "partição da riqueza social", "distribuição do controle" e "justiça social". Elas sinalizam centralidade no aspecto democrático e social do desenvolvimento sustentável. Evite se confundir com termos que só abordam o meio ambiente ou o mercado.

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 “supõe uma mudança na orientação do desenvolvimento econômico, contemplando a justiça social e a superação da desigualdade socioeconômica. 

C

C - da sustentabilidade democrática.

Responsabilidade Socioambiental (RSA)

A Responsabilidade Socioambiental é o compromisso ético e voluntário de indivíduos, empresas e governos com ações que respeitem o meio ambiente e promovam a sustentabilidade. Envolve a adoção de posturas e políticas que considerem os impactos sociais e ambientais de suas decisões, buscando mitigá-los ou eliminá-los. Para empresas, isso significa integrar práticas sustentáveis em suas operações, equilibrando crescimento econômico com a proteção ambiental e o bem-estar social.

Revolução Ecológica

Mais do que uma simples reforma, a revolução ou transformação ecológica implica em uma mudança radical do modelo econômico, social e ambiental atual. O termo é frequentemente usado para descrever a necessidade de uma reestruturação profunda da sociedade para enfrentar a crise ambiental global, que ameaça a teia da vida no planeta. Difere da histórica "Revolução Verde" (que focou no aumento da produção agrícola com uso intensivo de insumos químicos e gerou desigualdades) por buscar um desenvolvimento baseado na natureza, na biodiversidade e nas energias renováveis, com mobilização social para valorizar a sociobiodiversidade e melhorar a qualidade de vida.

Sustentabilidade Democrática

A sustentabilidade democrática refere-se à interconexão vital entre os princípios de democracia e a busca pelo desenvolvimento sustentável. Pressupõe que a promoção da sustentabilidade deve ocorrer com a participação efetiva da sociedade civil, transparência governamental e justiça social. Envolve engajar os cidadãos nos processos de tomada de decisão ambiental, superando barreiras como a falta de acesso à informação e as desigualdades socioeconômicas, para garantir que todos os grupos tenham voz nas questões que afetam seu futuro ambiental.

Capitalismo Sustentável

O capitalismo sustentável, ou ecocapitalismo, é uma abordagem que busca conciliar o desenvolvimento econômico capitalista com a preservação ambiental e a responsabilidade social. Baseia-se na ideia de que é possível gerar lucro e, ao mesmo tempo, adotar práticas sustentáveis, vendo a sustentabilidade como parte integrante e necessária da equação econômica global. No entanto, o conceito enfrenta críticas e debates sobre a possibilidade real de conciliar a acumulação de capital com os limites da natureza e o estímulo ao consumo consciente.

Soberania Ecológica

A soberania ecológica aborda o direito e a capacidade dos Estados e dos povos de governar seus próprios recursos naturais e definir suas políticas ambientais, respeitando os limites ecológicos e a autodeterminação local. Esse conceito se contrapõe à ideia de uma governança global que possa, de alguma forma, limitar a soberania territorial dos Estados em nome de um "interesse comum" na preservação global. A soberania ecológica enfatiza a importância de as comunidades locais e nações terem controle sobre seu território e decisões relacionadas ao uso da terra e recursos, garantindo a preservação e a justiça ambiental.

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