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Em relação ao uso de enxertos para cirurgias de revascularização do miocárdio, assinale a alternativa correta.
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Alternativa Correta: C
A questão aborda o tema dos enxertos usados em cirurgias de revascularização do miocárdio, um procedimento crítico em Cardiologia e Cirurgia Cardiovascular. A escolha do enxerto é essencial para o sucesso da cirurgia e pode influenciar diretamente o prognóstico do paciente. Vamos analisar cada alternativa para entender melhor.
Alternativa A: A artéria radial pode, de fato, ser utilizada como enxerto coronariano, mas é necessário cautela em pacientes que tiveram cateterização recente nesse local. A cateterização pode comprometer a função e a estrutura da artéria, tornando-a inadequada para uso imediato como enxerto.
Alternativa B: O uso bilateral de artérias torácicas internas dissecadas pediculadas pode, sim, aumentar o risco de complicações, especialmente infecções na ferida esternal, principalmente em pacientes diabéticos ou com outras comorbidades. Portanto, esta alternativa está incorreta.
Alternativa C (Correta): O uso de veias safenas pela técnica "no-touch" é recomendado, pois preserva a integridade da veia, reduzindo a inflamação e garantindo melhor patência do enxerto. Esta técnica é especialmente vantajosa em pacientes com baixo risco de complicações na ferida cirúrgica, como mencionado na alternativa.
Alternativa D: O uso de enxertos de artéria radial em pacientes com doença renal crônica que podem progredir para hemodiálise não é recomendado. Esses pacientes podem precisar da artéria radial para criação de fístulas arteriovenosas para hemodiálise no futuro.
Alternativa E: A dissecção endoscópica da veia safena ainda é uma técnica válida e recomendada em muitos centros, pois é minimamente invasiva e pode diminuir complicações na ferida cirúrgica, como infecções e dor.
Entender a escolha correta dos enxertos e as técnicas associadas é crucial para cirurgiões e profissionais da saúde que lidam com pacientes cardiopatas. A questão exige conhecimento sobre as vantagens e desvantagens de cada técnica e o impacto que têm na recuperação e prognóstico do paciente.
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questão sobre uso de enxertos para cirurgias de revascularização do miocárdio
alternativa correta: [C] O uso de veias safenas segundo a técnica “no-touch” é recomendado para pacientes com baixo risco de complicações na ferida cirúrgica
justificativa:
A alternativa [C] é correta. A técnica "no-touch" para veia safena é amplamente recomendada para pacientes com baixo risco de complicações na ferida cirúrgica. Essa técnica preserva a veia safena e melhora os resultados a longo prazo, minimizando o risco de infecção e trombose no pós-operatório. Ela reduz o manuseio da veia durante a dissecção, preservando sua qualidade e viabilidade como enxerto.
análise das demais alternativas
[A]: [Incorreta] A artéria radial não deve ser usada como enxerto coronariano após sua cateterização recente para coronariografia, pois o cateterismo pode prejudicar a integridade da artéria e a função do enxerto.
[B]: [Incorreta] O uso de artérias torácicas internas bilateralmente dissecadas de forma pediculada aumenta o risco de complicações na ferida esternal, porque isso pode comprometer a perfusão e a cicatrização adequada da área.
[D]: [Incorreta] O uso de artéria radial como enxerto em pacientes com doença renal crônica e risco de progressão para hemodiálise pode não ser a melhor escolha devido à possibilidade de alteração na circulação radial e possível comprometimento da função do enxerto.
[E]: [Incorreta] A dissecção endoscópica da veia safena ainda é amplamente recomendada, pois é uma abordagem menos invasiva e mais segura para a obtenção da veia safena para enxerto.
resumo: A alternativa [C] está correta, pois a técnica "no-touch" para a dissecção da veia safena é indicada para pacientes com baixo risco de complicações. As demais alternativas contêm informações incorretas sobre o uso de enxertos de artéria radial e artérias torácicas.
pontos chave
♦ A técnica "no-touch" para veias safenas preserva a qualidade do enxerto e é indicada para pacientes com baixo risco de complicações.
♦ A cateterização recente da artéria radial para coronariografia contraindica seu uso como enxerto.
♦ O uso bilateral de artérias torácicas internas pode aumentar o risco de complicações na ferida esternal.
♦ O uso de artéria radial em pacientes com doença renal crônica e risco de progressão para hemodiálise não é recomendado.
♦ A dissecção endoscópica da veia safena continua sendo uma abordagem preferida e segura.
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