AOS 99 ANOS E COM CINCO TRINETOS, SUPERIDOSA EXPÕE ROTINA N...

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AOS 99 ANOS E COM CINCO TRINETOS, SUPERIDOSA EXPÕE ROTINA NAS REDES SOCIAIS E CONQUISTA INTERNET: 'SOU DIGITAL INFLUENCER'

Recifense, Zuleide Lima começou a gravar vídeos na pandemia, com ajuda da neta, e hoje acumula 332 mil seguidores. 'As pessoas com muita idade não devem parar', afirma.
Aniversários, consultas médicas, partidas de bingo, exercícios físicos e passeios. Com uma rotina que poderia ser o dia a dia de qualquer produtor de conteúdo, a influenciadora Zuleide Lima conquistou milhares de seguidores nas redes sociais, aos 99 anos.
https://g1.globo.com/pe/pernambuco/noticia/2026/07/04/

No título da notícia, o vocábulo “superidosa” é um exemplo de criação lexical que se justifica, no contexto, por um processo de formação de palavras caracterizado pela
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Comentários das alternativas:

  • A) CORRETA: prefixação com valor intensificador, que reforça expressivamente a ideia de idade avançada associada à atuação ativa da personagem nas redes sociais.
  • O vocábulo "superidosa" é formado pelo processo de derivação prefixal (ou prefixação), onde o prefixo super- é anexado à palavra primitiva "idosa". Na língua portuguesa contemporânea, o prefixo super- atua frequentemente como um intensificador (equivalente a "muito" ou "extremamente"). No contexto jornalístico ou midiático, esse recurso é usado exatamente para destacar e reforçar que a pessoa, apesar da idade avançada, possui uma vitalidade ou atuação fora do comum (como ser ativa nas redes sociais).
  • B) INCORRETA: composição por justaposição, a partir da junção de elementos autônomos que mantêm seus sentidos originais no interior da nova palavra.
  • Não se trata de composição. Na composição por justaposição, unem-se dois ou mais radicais/palavras autônomas (como em passatempo ou guarda-chuva). No caso de "superidosa", super- não funciona como uma palavra autônoma nesse contexto, mas sim como um afixo (prefixo) preso ao radical "idosa".
  • C) INCORRETA: derivação imprópria, em que o termo passa a funcionar como substantivo a partir de uma mudança de classe gramatical do adjetivo.
  • A derivação imprópria ocorre quando uma palavra muda de classe gramatical sem sofrer alteração na sua forma (como quando o adjetivo "velho" vira o substantivo "o velho"). Embora "idosa" possa sofrer substantivação, o foco da questão é a criação da palavra "superidosa", que surgiu explicitamente pelo acréscimo do morfema super-, caracterizando a derivação prefixal, e não a mudança de classe de uma palavra já existente.
  • D) INCORRETA: hibridismo lexical, decorrente da combinação de elementos de origens linguísticas distintas, com perda parcial de seus valores semânticos originais.
  • O hibridismo ocorre quando elementos de línguas diferentes se juntam para formar uma palavra (como automóvel - grego e latim, ou sociologia - latim e grego). Tanto o prefixo super- quanto a palavra idoso têm origem no latim (super e aetaticus / aetate, evoluindo para idade/idoso), portanto não há hibridismo. Além disso, não há perda dos valores semânticos originais; os sentidos de "intensidade" e "idade" estão plenamente preservados.
  • E) INCORRETA: abreviação vocabular, resultante da redução informal de uma expressão mais longa, típica da linguagem digital contemporânea.
  • A abreviação vocabular (ou redução) consiste em eliminar uma parte da palavra para torná-la menor (como foto de fotografia, moto de motocicleta ou net de internet). "Superidosa" é o oposto: houve um acréscimo de elementos (prefixação), tornando a palavra mais longa para expandir o seu significado.

Resposta correta: A — prefixação com valor intensificador, que reforça expressivamente a ideia de idade avançada associada à atuação ativa da personagem nas redes sociais.

Justificativa:

- A palavra "superidosa" é formada pela junção do prefixo "super-" + "idosa". O prefixo "super-" tem valor intensificador, ou seja, indica um grau elevado, acima do comum.

- No contexto, reforça que ela não é apenas idosa, mas muito idosa — aos 99 anos — e, ao mesmo tempo, destaca que essa idade avançada não a impede de ser ativa, produtiva e influenciadora digital.

- A criação lexical dá ênfase tanto à idade quanto à vitalidade da personagem.

Por que as demais estão incorretas:

- B — Não é composição por justaposição, pois "super-" não é uma palavra autônoma que mantém sentido próprio separado.

- C — Não há mudança de classe gramatical; "idosa" continua sendo adjetivo/substantivo feminino.

- D — Não há combinação de elementos de origens linguísticas diferentes.

- E — Não resulta de abreviação nem redução; é palavra formada por acréscimo de elemento prefixal.

Hibridismo é a formação de uma palavra a partir da combinação de elementos (radicais, prefixos ou sufixos) vindos de línguas diferentes. Alguns exemplos clássicos:

1. Automóvel

  • auto (grego: "próprio, de si mesmo") + móvel (latim: mobilis, "que se move")

2. Sociologia

  • socio (latim: socius, "sócio, companheiro") + logia (grego: logos, "estudo, discurso")

3. Burocracia

  • buro (francês: bureau, "escritório") + cracia (grego: kratos, "poder, governo")

4. Televisão

  • tele (grego: "à distância") + visão (latim: visio, "ato de ver")

5. Monóculo

  • mono (grego: "um só") + óculo (latim: oculus, "olho")

Esses casos são muito cobrados em prova porque o senso comum tende a achar que uma palavra "vem toda" de uma língua só — mas boa parte do vocabulário técnico e científico é, na verdade, uma colcha de retalhos etimológica, juntando raízes gregas, latinas e de outras línguas conforme a necessidade de nomear algo novo.

fonte: Claude(IA)

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