Esse mito foi derrubado ... (4º parágrafo) O verbo que admit...

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Q34803 Português
A memória ajuda a definir quem somos. Na verdade, nada
é mais essencial para a identidade de uma pessoa do que o
conjunto de experiências armazenadas em sua mente. E a
facilidade com que ela acessa esse arquivo é vital para que
possa interpretar o que está à sua volta e tomar decisões. Cada
vez que a memória decai, e conforme a idade isso ocorre em
maior ou menor grau, perde-se um pouco da interação com o
mundo. Mas a ciência vem avançando no conhecimento dos
mecanismos da memória e de como fazer para preservá-la.
Pesquisas recentes permitem vislumbrar o dia em que
será uma realidade a manipulação da mente humana. Isso já
está sendo feito em animais. Cientistas brasileiros e americanos
demonstraram ser possível apagar, em laboratório, certas
lembranças adquiridas por cobaias. Tudo indica que as mesmas
técnicas podem ser usadas também para conseguir o efeito
inverso: ampliar a capacidade de reter fatos e experiências na
mente. Há pouco tempo pesquisadores da Universidade da
Califórnia detalharam como as proteínas estão relacionadas ao
surgimento de novas lembranças nos neurônios e à modificação
das já existentes.
Como ocorreu com o DNA no século passado, os códigos
fisiológicos que regulam a memória estão sendo decifrados.
A neurociência é um campo tão promissor que, nos Estados
Unidos, nada menos que um quinto do financiamento em pesquisas
médicas do governo federal vai para as tentativas de
compreender os mecanismos do cérebro. Os estudos sobre a
memória têm um lugar destacado nesse esforço científico.
Afinal de contas, mantê-la em perfeito funcionamento tornou-se
uma preocupação central nas sociedades modernas, em que
dois fenômenos a desafiam: o primeiro é a exposição a uma
carga excessiva de informações, que o cérebro precisa processar,
selecionar e, se relevantes, reter para uso futuro; o segundo
é o aumento da expectativa de vida, que se traduz numa
população mais vulnerável a distúrbios associados à perda de
memória.
Um dos caminhos investigados pelos cientistas para
deter as degenerações que resultam em perda mnemônica é
induzir a produção de novos neurônios - a neurogênese. Até
pouco tempo atrás, acreditava-se que as células do cérebro não
se regeneravam. Esse mito foi derrubado e hoje se sabe que
em algumas estruturas cerebrais o nascimento de células
nervosas é um fenômeno comum. O experimento indica que,
se os cientistas conseguirem estimular de maneira controlada a
neurogênese, poderão aplicar essa técnica tanto para
compensar a morte de células causada por uma doença
degenerativa como, em tese, para melhorar a capacidade de
memorização de uma pessoa saudável. Esse será, certamente,
um dia inesquecível.
(Diogo Schelp. Veja. 13 de janeiro de 2010, pp. 79-87, com
adaptações)


Esse mito foi derrubado ... (4º parágrafo)

O verbo que admite transposição para a voz passiva, tal como na frase acima, está grifado em:
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: "Esse mito foi derrubado ..." é o modelo que evidencia a voz passiva: só admite transposição o verbo que, na ativa correspondente, tem objeto direto passivável. Entre as alternativas, apenas "melhoram" seleciona objeto direto sem preposição, o que sustenta o gabarito B.

Tema central: voz passiva
Análise das alternativas
A
Errada
"Existem" não traz objeto direto passivável. Em "Existem várias hipótese", o termo pós-verbal é sujeito posposto, não objeto direto. Por isso, não há base sintática para formar passiva analítica correspondente. A impropriedade formal em "várias hipótese" é irrelevante para o ponto cobrado.
B
Certa
Na alternativa B, o verbo "melhoram" é transitivo direto na construção apresentada: "Certos tratamentos médicos melhoram consideravelmente a capacidade de memorização das pessoas". O segmento "a capacidade de memorização das pessoas" funciona como objeto direto e, por isso, pode passar à posição de sujeito paciente na voz passiva analítica: "A capacidade de memorização das pessoas é consideravelmente melhorada por certos tratamentos médicos". Esse é o mesmo critério sintático acionado pela frase-modelo.
C
Errada
Em "vêm ao mundo", não há objeto direto. "Ao mundo" é complemento preposicionado ou adjunto de direção ligado à expressão verbal. Como a passiva analítica exige objeto direto passivável, essa construção não admite a transposição pedida.
D
Errada
"Dependem" rege preposição obrigatória: "dependem de pesados investimentos". Trata-se de verbo transitivo indireto, e o complemento preposicionado não pode virar sujeito paciente na passiva analítica. A presença de termo após o verbo não basta; o critério decisivo é ser objeto direto.
E
Errada
"Permanecem" não apresenta objeto direto nessa construção. O segmento "na memória" é adjunto ou complemento circunstancial de lugar metafórico, não objeto passivável. Portanto, a frase não admite a transformação para a voz passiva nos moldes exigidos.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre qualquer termo pós-verbal e objeto direto. Em A, há sujeito posposto; em D, complemento preposicionado; em C e E, construções sem objeto direto. Só B apresenta complemento sem preposição que pode virar sujeito paciente.
Dica para questões semelhantes
  • Use a frase-modelo para identificar o critério sintático: passiva analítica pressupõe verbo com objeto direto passivável na ativa correspondente.
  • Não decida pelo sentido do verbo; verifique a regência e a função do termo após o verbo.
  • Desconfie de sujeito posposto e de complemento com preposição: nenhum deles vira sujeito paciente na passiva analítica.

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Comentários

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Para passar para voz passiva é necessário ter objeto direto.
Ao comentario da fabiana.... é melhorada ...

Para que um verbo possa ser colocado na voz passiva, ele tem que ter objeto direto. Então, o verbo pode tanto ser um verbo transitivo direto - VTD - quanto um verbo transitivo direto e indireto - VTDI.

Não é mais fácil dizer: resposta letra B e em seguida explicar não????

Os demais são:

A) VERBO INTRANSITIVO
B)VTD
C)VERBO INTRANSITIVO
D)VTI
E)VERBO DE LIGAÇÃO

DESSA FORMA, OS COLEGAS QUE NÃO ENTENDERAM VÃO OBSERVAR A EXPLICAÇÃO E PODER SEGUIR EM FRENTE. FICAR SÓ DIZENDO QUE TEM QUE SER VTD NÃO AJUDA NINGUÉM.

VAMOS SER MAIS PRESTATIVOS

Sobre a letra E: O verbo permanecem, nesta frase, é INTRANSITIVO.

permanecem NA memória (na memória é adjunto adverbial de lugar).

Fonte: aula Flávia Rita.

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