Um paciente de 73 anos de idade, sem comorbidades c...
Gabarito comentado
Confira o gabarito comentado por um dos nossos professores
Tema central: Esta questão aborda o controle glicêmico em pacientes críticos hospitalizados, um desafio frequente em Endocrinologia clínica. O contexto é um paciente idoso em UTI por sepse pulmonar, com controle glicêmico através de correções esporádicas de insulina regular (“tabela progressiva”) e glicemias entre 102 e 196 mg/dL.
Alternativa correta: D — “O uso das tabelas progressivas de insulina não é o método mais adequado para controle glicêmico do paciente crítico.”
As chamadas “tabelas progressivas” (ou sliding scale), nas quais a insulina é administrada apenas conforme a glicemia medida, NÃO são recomendadas como método de escolha em pacientes críticos devido à imprevisibilidade metabólica e alto risco de variação glicêmica (hiper e hipoglicemias).
Segundo o Guia de Bolso da SBD (Seção: Controle glicêmico em pacientes críticos): “...iniciar 0,1 UI/kg/h de insulina R EV contínua [...] devido à meia-vida curta e ação rápida. Controlar a glicemia a cada hora e ajustar a dose com algoritmos validados, com meta de 140-180 mg/dL.”
Explicação clínica: Infusão endovenosa contínua permite ajustes rápidos, adequação fina e maior segurança, além de melhor prognóstico. “Sliding scale” aumenta risco de erros, já que só reage à glicemia, sem prevenir variações.
Análise das alternativas INCORRETAS:
A) ERRADO. Hiperglicemia hospitalar define-se por glicemias acima de 140 mg/dL em pacientes internados (conforme SBD e ADA), e não 126 mg/dL.
B) ERRADO. Não há evidências suficientes para afirmarmos que este caso representa hiperglicemia de estresse: o paciente ficou maior tempo com glicemias normais ou pouco elevadas. Hiperglicemia de estresse geralmente ocorre com valores mais altos e abruptos, não observados neste caso.
C) ERRADO. Hiperglicemia de estresse aumenta o risco futuro de diabetes; acompanhamento ambulatorial é recomendado (ver ADA, diretrizes atuais).
E) ERRADO. Infusão contínua de insulina é o padrão ouro para pacientes críticos, segundo SBD e ADA, e não deve ser último recurso. O risco de hipoglicemia existe, mas é minimizado por monitorização frequente e algoritmos validados.
Dicas de prova:
Cuidado com definições quantitativas (valores de corte), termos como “último recurso” e afirmações que ignoram seguimento pós-alta! Procure sempre lembrar dos protocolos mais recentes das Sociedades Científicas para fundamentar sua escolha.
Gostou do comentário? Deixe sua avaliação aqui embaixo!
Clique para visualizar este gabarito
Visualize o gabarito desta questão clicando no botão abaixo
Comentários
Veja os comentários dos nossos alunos
Clique para visualizar este comentário
Visualize os comentários desta questão clicando no botão abaixo