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Q1069497 Medicina
Em relação aos inibidores de SGLT2, assinale a alternativa correta.
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Tema central: Inibidores do cotransportador sódio-glicose 2 (SGLT2) são fármacos amplamente utilizados no tratamento do diabetes tipo 2. Seu mecanismo baseia-se na indução da glicosúria renal, promovendo redução da glicemia de forma independente da insulina. Além disso, apresentam benefícios cardiovasculares e renais documentados em grandes ensaios clínicos.

Justificativa da alternativa correta (D): “Em pacientes utilizando insulina ou secretagogos, o uso do SGLT2 pode aumentar o risco de hipoglicemia”. Os SGLT2 isoladamente dificilmente causam hipoglicemia; entretanto, o risco aumenta quando combinados com insulina ou secretagogos (como sulfonilureias). Isso se deve à ação conjunta dessas medicações em baixar a glicemia, podendo precipitar hipoglicemias. O Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) do Diabetes Mellitus Tipo 2 do Ministério da Saúde reforça a necessidade de ajuste de doses e monitorização nesses casos, prevenindo eventos adversos.

Análise das alternativas incorretas:

A) Empagliflozina não é o SGLT2 mais relacionado a amputações ou fraturas. O risco aumentado de amputações foi observado com a canagliflozina, especialmente no estudo CANVAS. Não há associação significativa com fraturas para a empagliflozina.

B) Dapagliflozina não é comprovadamente superior em desfecho cardiovascular. Tanto a empagliflozina (EMPA-REG OUTCOME) quanto a dapagliflozina (DECLARE-TIMI 58) mostraram benefícios. A literatura não estabelece a dapagliflozina como a melhor em benefícios cardiovasculares.

C) Contraindicação absoluta em DRC de qualquer grau é incorreta. Os SGLT2 podem, inclusive, proteger a função renal em estágios iniciais a moderados da DRC e são indicados conforme a taxa de filtração glomerular (TFG), não havendo proibição em todos os graus.

E) A glicosúria dos SGLT2 não causa lesão renal progressiva. Estudos robustos, como DAPA-CKD, indicam efeito nefroprotetor dos SGLT2, e não piora renal. No entanto, é importante o monitoramento da TFG para adequação da dose e seguimento clínico.

Dica estratégica: Sempre avalie se há termos absolutos (“todos”, “qualquer grau”, “superioridade”) e desconfie de afirmações sem respaldo em diretriz. Palavras assim são sinais de “pegadinha” nas provas.

Conclusão: A alternativa D está correta e fundamentada em evidências e protocolos nacionais.

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Comentários

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A resposta correta é a alternativa D: em pacientes utilizando insulina ou secretagogos, o uso do SGLT2 pode aumentar o risco de hipoglicemia. Os inibidores de SGLT2 são uma classe de medicamentos utilizados no tratamento da diabetes tipo 2, que agem reduzindo a reabsorção de glicose pelos rins e aumentando a sua eliminação através da urina. Eles têm se mostrado eficazes no controle glicêmico e apresentam baixo risco de hipoglicemia. No entanto, em pacientes que utilizam insulina ou secretagogos (medicamentos que estimulam a produção de insulina), o uso de SGLT2 pode aumentar o risco de hipoglicemia, pois estes medicamentos agem de forma sinérgica no controle da glicemia. Por isso, é importante que o uso de SGLT2 seja cuidadosamente avaliado em pacientes que utilizam insulina ou secretagogos.

A resposta correta é a letra B.

A letra D é errada: . Medicamentos da classe inibidores de SGLT2 (iSGLT2) têm sido associados com a redução de eventos cardiovasculares e mortalidade, além de redução da pressão arterial e peso, sem conferir aumento de risco de hipoglicemia. Fonte: Rev. Hipertensão Arterial. Arq. Bras. de Cardiologia

(@dra_nathalia_lupatini)

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