Com base nesse caso hipotético, assinale a alternativ...

Próximas questões
Com base no mesmo assunto
Q1069495 Medicina
    Um paciente de 48 anos de idade, hipertenso, em uso  de  anlodipino  10  mg/dia,  dislipidêmico,  em  uso  de  sinvastatina  20  mg/dia,  sem  acompanhamento  médico  regular,  refere não  fazer atividade  física por dor epigástrica  ao  realizar  grandes  esforços.  Faz  dieta  paleolítica  que  aprendeu  na  Internet.  Apresenta  obesidade  grau  III,  com   IMC:  40,7  kg/m2 ,  desde  a  adolescência.  No  consultório,  observou‐se  pressão  arterial  de  170  x  110  mmHg,  circunferência  abdominal  de  133  cm  e  glicemia   capilar de 176 mg/dl. 
Com base nesse caso hipotético, assinale a alternativa correta.
Alternativas

Gabarito comentado

Confira o gabarito comentado por um dos nossos professores

Tema central: O caso expõe a abordagem clínica da obesidade grau III com comorbidades (hipertensão, dislipidemia e provável alteração glicêmica). É essencial compreender: definições, metas terapêuticas e riscos dos tratamentos medicamentosos em pacientes de alto risco cardiovascular.

Análise da alternativa correta – E: “A perda de peso de 3% sustentada pode ser considerada como boa resposta da terapia medicamentosa.”

Segundo diretrizes brasileiras recentes ("Diretriz Brasileira de 2025 para o Manejo da Obesidade"), uma redução sustentada de 3% a 5% do peso corporal já resulta em benefícios cardiovasculares, metabólicos e redução de comorbidades, sobretudo hipertensão, dislipidemia e glicemia elevada. O Manual ANS (2024) enfatiza: “benefícios clínicos são verificados com perdas de, pelo menos, 3% do peso corporal”. Essa meta inicial é realista e recomendada, principalmente nos estágios iniciais da intervenção medicamentosa. Ou seja, mesmo uma diminuição modesta traz impacto significativo, justificando a alternativa E como correta.

Análise das alternativas incorretas:

A) A obesidade, por ser condição crônica, não é considerada “curável” — sua abordagem focada em controle e manutenção da perda ponderal, e não em cura. O conceito de cura (remissão sustentada e definitiva) não se aplica.

B) A sibutramina é contraindicada em hipertensão não controlada, conforme destacado em protocolos nacionais. Neste caso, PA=170x110mmHg mostra o risco de agravamento.

C) Antidepressivos como paroxetina e mirtazapina promovem ganho ponderal, segundo Harrison’s e consensos. Não se indicam para perda de peso; pelo contrário, podem piorar o quadro.

D) O diagnóstico de diabetes exige critérios bem estabelecidos. Um valor isolado de glicemia capilar >126 mg/dl não é suficiente; é necessário confirmação laboratorial e/ou avaliação de hemoglobina glicada (ADA, SBEM, 2023).

Dica de prova: Atenção às palavras absolutas ("cura", "é correto afirmar", "podem auxiliar") e ao contexto clínico real: medicamentos e protocolos contraindicam determinadas práticas diante de riscos agravados (como no uso da sibutramina com HAS grave).

Resumo: O controle da obesidade é progressivo, centrado em metas progressivas e realistas. A alternativa E reflete o alinhamento com as diretrizes e avanços científicos mais recentes.

Gostou do comentário? Deixe sua avaliação aqui embaixo!

Clique para visualizar este gabarito

Visualize o gabarito desta questão clicando no botão abaixo

Comentários

Veja os comentários dos nossos alunos

A alternativa E é a correta. Ela indica que uma perda de peso de 3% sustentada pode ser considerada uma boa resposta à terapia medicamentosa para a obesidade. Isso se baseia no conceito de que, em termos de saúde, até mesmo uma perda modesta de peso (como 3% do peso corporal total) pode trazer benefícios significativos, incluindo redução da pressão arterial, melhora do perfil lipídico, redução da glicemia e outros. As outras opções são incorretas: a alternativa A sugere que a obesidade pode ser curada, o que não é verdade, já que é uma doença crônica; a alternativa B sugere o uso de sibutramina, que é um medicamento sujeito a controle especial e não recomendado para todos os pacientes; a alternativa C sugere que antidepressivos podem auxiliar na perda de peso, o que não é verdade para todos os tipos e pode ter efeitos colaterais; e a alternativa D classifica o paciente como diabético apenas com base na glicemia capilar, o que não é correto sem um diagnóstico adequado.

Clique para visualizar este comentário

Visualize os comentários desta questão clicando no botão abaixo