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Q1069494 Medicina

Uma paciente de 59 anos de idade, obesa, tabagista, menopausada há quinze anos, sem comorbidades conhecidas, sem uso de medicações, realizou densitometria óssea, que mostrou o seguinte resultado: L1‐L4 / T‐score –2,5 (bMO 0,885 g/cm2 ); colo femoral / T‐score –2,2 (bMO 0,610 g/cm2 ); e fêmur total / T‐score –1,4 (bMO 0,774 g/cm2 ).

Com base nessa situação hipotética, assinale a alternativa correta.

Alternativas

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Tema central: Esta questão aborda osteoporose e a importância dos marcadores de remodelação óssea, principalmente o CTX sérico, na avaliação do risco de fraturas em mulheres na pós-menopausa.

Alternativa correta (B) – Justificativa:
O CTX sérico (C-terminal telopeptídeo) é um marcador bioquímico de reabsorção óssea. Valores elevados evidenciam maior atividade osteoclástica, indicando rápida perda de massa óssea. Segundo diretriz recente (PCDT Osteoporose, Ministério da Saúde, p.24): “Marcadores bioquímicos permitem detecção de alterações no metabolismo ósseo, associando-se moderadamente ao risco de fraturas independentemente da densidade mineral óssea”. Assim, mesmo sem alteração grave do T-score, a elevação do CTX alerta para maior risco de fratura e pior prognóstico ósseo.

Análise das alternativas incorretas:

A) Errada: Obesidade não é fator de risco clássico para osteoporose. Em mulheres pós-menopausa, o peso aumentado pode até elevar a densidade óssea por estímulo mecânico. O risco maior de fratura está mais associado à fragilidade e quedas, não à osteoporose propriamente.

C) Errada: A suplementação de cálcio e vitamina D é reconhecida como benéfica na manutenção e aumento da densidade óssea, conforme estudos e recomendações nacionais e internacionais (PCDT Osteoporose, p.15). Portanto, afirmar que não há benefício é incorreto.

D) Errada: Os níveis ideais de vitamina D para saúde óssea devem ser, geralmente, superiores a 30 ng/mL. Valores entre 20-29 ng/mL são considerados insuficientes na maioria dos consensos e diretrizes (SBEM, 2022).

E) Errada: Terapia hormonal (THM) na pós-menopausa, quando indicada, aumenta sim a densidade mineral óssea e reduz risco de fraturas, principalmente em mulheres jovens com sintomas vasomotores (Harrison, 21ª ed., p.3174). A decisão pelo uso, contudo, deve ser individualizada.

Estratégia para provas: Atente-se a marcadores bioquímicos e às indicações específicas de cada terapia em osteoporose. Palavras como “não”, “isoladamente” e “idealmente” podem ser pistas de alternativas com pegadinhas.

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Comentários

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A resposta correta é a alternativa B. A paciente apresenta um resultado de densitometria óssea com T-score abaixo de -2,5 na coluna vertebral e abaixo de -2,2 no colo femoral, indicando osteoporose. A resposta A está incorreta, pois a obesidade não é considerada um fator de risco para osteoporose, mas sim um fator protetor. A resposta C também está incorreta, pois a suplementação de cálcio e vitamina D é recomendada para prevenção e tratamento da osteoporose. A resposta D também está incorreta, pois os níveis ideais de vitamina D são acima de 30 ng/mL. Já a resposta E está parcialmente correta, pois a terapia hormonal pode aumentar a densidade mineral óssea, mas deve ser avaliada individualmente para cada paciente e não é considerada a primeira linha de tratamento da osteoporose.

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