Com base nessa situação hipotética, assinale a altern...
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Tema central: O caso aborda a otimização da insulinoterapia em diabetes tipo 1 na adolescência, focando em balanço entre doses basais e bolus, controle glicêmico, variabilidade da glicose e riscos de hipoglicemia.
Análise clínica: Paciente jovem com DM1 de longa evolução, em esquema basal-bolus fixo, desvio-padrão glicêmico elevado (86 mg/dl) e episódios noturnos recorrentes de hipoglicemia, seguidos por hiperglicemia matinal. Apesar da hemoglobina glicada de 6,8% (aparentemente no alvo), os dados de monitorização contínua sinalizam má distribuição e variabilidade das doses, aumentando o risco de complicações agudas e crônicas.
Justificativa da alternativa correta (E): Otimizar a relação entre dose basal e bolus é a recomendação mais adequada. Segundo o PCDT DM1 do Ministério da Saúde (2022): “O esquema de insulinoterapia [...] deve combinar insulina basal e bolus, respeitando padrão alimentar, atividade física e resposta individual, para minimizar hipoglicemias e variabilidade glicêmica.” O desequilíbrio entre as doses pode explicar hipoglicemias noturnas (excesso de basal) e hiperglicemias pós-desjejum (rebote ou insuficiência de correção). Revisar proporção basal/bolus é pilares do manejo avançado em DM1.
Análise das alternativas incorretas:
A) Exagero: o desvio-padrão não precisa obrigatoriamente ficar abaixo de 70 mg/dl; o parâmetro principal é manter variação razoável, e valores até 50-60 mg/dl são considerados ideais, mas cada caso exige análise clínica.
B) Aumentar a insulina basal nesse cenário agravaria as hipoglicemias noturnas. Mais importante é ajustar de forma personalizada e preferir revisão da distribuição entre as doses.
C) A hemoglobina glicada isoladamente não reflete variabilidade nem frequência de hipoglicemias. Alta frequência de hipoglicemias, mesmo com glicada alvo, indica necessidade de ajuste (ADA 2023).
D) O alvo para crianças e adolescentes em geral é inferior a 7,5%, não necessariamente abaixo de 6,5% (Sociedade Brasileira de Diabetes, 2022). Metas mais agressivas aumentam risco de hipoglicemias nesta faixa etária.
Estratégias de prova: Fique atento a palavras absolutas (“sempre”, “nunca”, “apenas”), metas fora dos padrões oficiais e valorize descrições de ajuste individualizado no tratamento do DM1. Dados como variabilidade ou episódios de hipoglicemia sempre alertam para necessidade de ajustar o esquema, e não apenas olhar a hemoglobina glicada isolada.
Conclusão: A alternativa E está correta ao recomendar otimização da relação entre dose basal e bolus para reduzir variabilidade e hipoglicemias, de acordo com protocolos e melhores práticas em endocrinologia.
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