S.G.A., mulher de 62 anos, com antecedente de hipertensã...

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Q3995142 Medicina
    S.G.A., mulher de 62 anos, com antecedente de hipertensão controlada, apresenta episódio de disartria e instabilidade de marcha, com melhora parcial após 10 dias. A ressonância magnética de encéfalo demonstra múltiplas lesões hiperintensas em T2 periventriculares e infratentoriais, sendo algumas com realce por gadolínio e outras sem realce. O líquor mostra bandas oligoclonais positivas. Qual afirmação é correta frente ao caso? Assinalar a melhor alternativa entre as proposições abaixo.
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: Nos critérios de McDonald para esclerose múltipla, a coexistência de lesões com e sem realce por gadolínio em uma mesma RM é evidência de disseminação no tempo; isso é o achado-chave descrito no caso e sustenta a alternativa D.

Tema central: Disseminação no tempo
Análise das alternativas
A
Errada
Incorreta. Bandas oligoclonais no líquor não substituem os critérios estruturais de imagem para disseminação no espaço. Seu papel é complementar e, em cenário apropriado, pode apoiar o diagnóstico, mas não elimina a necessidade de demonstrar a topografia típica das lesões por imagem. A idade acima de 50 anos não cria essa substituição.
B
Errada
Incorreta. O diagnóstico de esclerose múltipla não depende obrigatoriamente de dois surtos clínicos distintos. Pelos critérios aplicáveis, um único evento clínico pode ser suficiente quando há evidência objetiva de disseminação no espaço e no tempo por RM e/ou apoio do líquor conforme o cenário. Exigir sempre dois surtos é aplicar critério ultrapassado.
C
Errada
Incorreta. Lesões infratentoriais não excluem esclerose múltipla; ao contrário, são localizações clássicas da doença e contribuem para disseminação no espaço. A idade mais avançada aumenta a necessidade de avaliação de diagnósticos diferenciais, mas não transforma a topografia infratentorial em critério de exclusão.
D
Certa
A alternativa D está correta porque o realce por gadolínio marca atividade inflamatória recente, enquanto as lesões sem realce correspondem a lesões não ativas naquele momento ou mais antigas. Quando esses dois padrões aparecem simultaneamente na mesma ressonância, há demonstração de lesões de idades evolutivas diferentes, o que preenche o critério de disseminação no tempo nos critérios diagnósticos de esclerose múltipla.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre disseminação no tempo e disseminação no espaço, além da falsa ideia de que bandas oligoclonais substituem toda a avaliação por RM ou de que seriam necessários obrigatoriamente dois surtos clínicos.
Dica para questões semelhantes
  • Se a RM mostra lesões com e sem realce por gadolínio ao mesmo tempo, pense imediatamente em disseminação no tempo.
  • Bandas oligoclonais ajudam no diagnóstico, mas não substituem a demonstração estrutural de disseminação no espaço por imagem.
  • Não exija dois surtos clínicos se o caso já traz evidência paraclínica suficiente de disseminação no espaço e no tempo.
  • Lesões periventriculares e infratentoriais favorecem esclerose múltipla; idade avançada pede mais diferencial, não exclusão automática.

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