T.M.C., homem, 52 anos, previamente hígido, é levado ao ...

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Q3995140 Medicina
    T.M.C., homem, 52 anos, previamente hígido, é levado ao pronto-socorro em atividade convulsiva tônico-clônica contínua com duração aproximada de 8 minutos. Não há recuperação da consciência entre os episódios e o acesso venoso ainda não foi obtido no primeiro minuto de atendimento. A equipe discute a conduta inicial mais adequada. Qual é a conduta correta como terapia de primeira linha neste cenário? Assinalar a melhor alternativa entre as proposições abaixo.
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: Crise tônico-clônica contínua por cerca de 8 minutos, sem recuperação da consciência, configura estado de mal epiléptico convulsivo e exige benzodiazepínico imediato como primeira linha; como o acesso venoso ainda não foi obtido, a via correta é intramuscular, intranasal ou bucal, sem atrasar o tratamento.

Tema central: Estado de mal epiléptico convulsivo
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A está correta porque o quadro já preenche critério operacional de estado de mal epiléptico convulsivo e exige intervenção farmacológica imediata. O fundamento decisivo é que benzodiazepínico é a terapia inicial de primeira linha para abortar rapidamente a crise, e a ausência de acesso intravenoso não muda essa prioridade; muda apenas a via de administração. Por isso, usar via intramuscular, intranasal ou bucal é a conduta adequada neste cenário.
B
Errada
Está errada porque fenitoína intravenosa não é a intervenção inicial de primeira linha para interromper a crise nesta fase. No escalonamento terapêutico do estado de mal epiléptico convulsivo, fenitoína/fosfenitoína entra como terapia de segunda linha após o benzodiazepínico inicial ou em sequência protocolizada, não antes dele.
C
Errada
Está errada porque 8 minutos de atividade convulsiva tônico-clônica contínua, sem recuperação da consciência, já exigem tratamento imediato como estado de mal epiléptico convulsivo. Aguardar 20 minutos contraria a definição operacional usada para iniciar conduta e retarda de forma inadequada o controle da crise.
D
Errada
Está errada porque levetiracetam intravenoso pode compor a segunda linha do manejo, mas não substitui o benzodiazepínico como terapia inicial de primeira linha neste cenário. O erro da alternativa é pular a etapa inicial do algoritmo e tratar um fármaco subsequente como escolha universal de entrada.
Pegadinha da questão
A banca explora duas confusões reais: achar que sem acesso venoso é preciso esperar para medicar, e confundir drogas de segunda linha do estado de mal com a terapia inicial. Aqui, a falta de acesso IV muda a via, não a classe farmacológica de primeira linha.
Dica para questões semelhantes
  • Se a crise durar 5 minutos ou mais, ou houver recorrência sem recuperação da consciência, pense em estado de mal epiléptico convulsivo e trate sem esperar tempos mais longos.
  • Na pergunta sobre primeira linha, priorize benzodiazepínico; antiepilépticos como fenitoína/fosfenitoína e levetiracetam pertencem ao escalonamento subsequente.
  • Ausência de acesso venoso imediato não justifica atraso terapêutico: troque a via de administração, não a estratégia inicial.

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