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Q1069485 Medicina

Uma paciente de 34 anos de idade foi diagnosticada com adenoma hipofisário após avaliação de RNM de sela túrcica que evidenciou massa selar de 32 mm e prolactina de 100 ng/mL.

Com base nessa situação hipotética, assinale a alternativa correta.

Alternativas

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Tema central: Macroadenoma de hipófise e avaliação laboratorial da prolactina – efeito gancho.

Este caso exige atenção a um fenômeno importante na endocrinologia laboratorial: o efeito gancho. O conhecimento desse artefato é fundamental na conduta frente a discordâncias entre achados de imagem e dosagens hormonais.

Justificativa da alternativa correta (C): Uma paciente jovem apresenta macroadenoma de 32 mm e prolactina de 100 ng/mL. Em macroprolactinomas, espera-se valores geralmente muito acima de 200 ng/mL. Níveis inadequadamente baixos para o tamanho tumoral indicam provável efeito gancho.

O que é o efeito gancho? Ocorre quando doses altíssimas de prolactina saturam os anticorpos do ensaio imunoquímico, fazendo a máquina interpretar falsamente valores baixos. Para detectar este erro, a recomendação é repetir o exame com diluição (ex: 1:100), conforme explicitam diretrizes como o PCDT Hiperprolactinemia do MS:
“Esse efeito deve ser suspeitado nos indivíduos com macroadenomas hipofisários e valores normais ou não muito elevados de prolactina (até 200 ng/mL), e para excluí-lo deve-se solicitar a dosagem da prolactina diluída.”

Análise das alternativas:

A) Incorreta. Hiperprolactinemia por compressão de haste ocorre com prolactinas até ~200 ng/mL, porém em macroadenoma funcionante (produtor), os valores costumam ser muito elevados. Aqui, o tumor deve ser considerado produtor até prova em contrário.

B) Incorreta. O valor de prolactina está baixo para o tamanho tumoral – antes de firmar diagnóstico de macroprolactinoma, deve-se primeiro afastar o efeito gancho.

C) Correta. Solicitar diluição 1:100 da prolactina é a conduta precisa perante discordância entre achado de imagem e valor laboratorial.

D) Incorreta. A RNM já atingiu seu objetivo diagnóstico; não há indicação de repetição no momento, e sim de checar os níveis hormonais corretamente.

E) Incorreta. Repetir a coleta sem diluição não esclarece a dúvida diagnóstica.

Estratégia de prova: Fique atento(a) a casos em que o exame hormonal não bate com a clínica ou imagem: pense em artefatos laboratoriais! Use palavras-chave (“macroadenoma”, “prolactina” e “valor discordante”) para identificar a necessidade da abordagem com diluição.

Resumo: Solicite sempre a dosagem com diluição de prolactina ao suspeitar de efeito gancho. Assim, evita diagnósticos e condutas inadequadas.

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Comentários

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A resposta correta é a alternativa C, pois a paciente apresenta um adenoma hipofisário que está produzindo prolactina elevada. Entretanto, para confirmar se a prolactina é produzida pelo tumor ou se há um aumento fisiológico (efeito gancho), é necessário fazer a diluição 1:100 no exame de prolactina. Dessa forma, a resposta correta é a opção C. As outras alternativas não condizem com a situação hipotética apresentada.

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