F.H.C., homem, 62 anos, foi admitido por acidente vascu...

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Q3995136 Medicina
    F.H.C., homem, 62 anos, foi admitido por acidente vascular cerebral isquêmico em território da artéria cerebral média direita, sem indicação para trombólise. Após 48 horas, encontra-se clinicamente estável, sem infecções, com função respiratória preservada e nível de consciência íntegro. Apresenta hemiparesia esquerda moderada, dependência parcial para transferências e disfagia leve já compensada com dieta adaptada. Qual é a conduta mais adequada neste caso? Assinalar a melhor alternativa entre as proposições abaixo
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: Após 48 horas de AVC isquêmico, com estabilidade clínica, consciência preservada, função respiratória mantida e déficit funcional presente, o paciente já tem indicação de iniciar reabilitação precoce ainda durante a internação; a hemiparesia, a dependência para transferências e a disfagia leve compensada reforçam a necessidade de abordagem multiprofissional, o que sustenta o gabarito A.

Tema central: Reabilitação precoce pós-AVC
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A está correta porque o caso descreve exatamente o cenário de início seguro e indicado de reabilitação precoce intra-hospitalar: paciente estável, sem intercorrências infecciosas ou respiratórias, com nível de consciência íntegro e incapacidade funcional persistente. Nessa situação, a reabilitação deve ser iniciada precocemente e de forma individualizada para reduzir incapacidade e prevenir complicações do imobilismo, como descondicionamento, trombose venosa, contraturas, broncoaspiração e perda de autonomia. Além disso, os déficits não são apenas motores: a dependência para transferências e a disfagia leve compensada sustentam necessidade de equipe multiprofissional, e não de intervenção isolada.
B
Errada
Está errada porque não existe, nesse contexto de AVC isquêmico estável, fundamento clínico para adiar reabilitação por 30 dias até suposta 'resolução completa da fase inflamatória cerebral'. O enunciado já afasta contraindicações relevantes ao início da reabilitação. Postergar sem justificativa objetiva favorece perda funcional e complicações do imobilismo.
C
Errada
Está errada porque restringe indevidamente a reabilitação à fisioterapia motora, quando o quadro envolve mais de um domínio funcional. Há hemiparesia, limitação para transferências e disfagia leve compensada, o que exige abordagem multiprofissional. Limitar a conduta às primeiras duas semanas apenas à fisioterapia motora ignora necessidades de deglutição e autonomia funcional.
D
Errada
Está errada porque déficit motor moderado não contraindica reabilitação precoce; ao contrário, é indicação de intervenção reabilitadora. Aguardar melhora espontânea como estratégia principal em paciente com dependência parcial para transferências contraria o critério funcional que orienta a conduta após AVC.
Pegadinha da questão
A banca tenta confundir ao destacar que não houve trombólise e ao usar a ideia de 'precoce' como se isso exigisse espera; porém o que decide o timing da reabilitação é a estabilidade clínica, não a realização de trombólise. Outra pista importante é a disfagia compensada, que afasta a opção de abordagem apenas motora.
Dica para questões semelhantes
  • Em AVC, primeiro procure os critérios de estabilidade clínica; se estiverem presentes, o início da reabilitação não deve ser adiado de rotina.
  • Déficit funcional após AVC é indicação de reabilitação, não motivo para esperar melhora espontânea.
  • Se o enunciado trouxer acometimento motor junto de deglutição, transferências ou autonomia, pense em reabilitação multiprofissional, não em intervenção isolada.

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