Adenomas de hipófise são neoplasias benignas de célul...
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Tema central: Adenomas hipofisários são tumores benignos originados na hipófise, podendo ser funcionantes (secretam hormônios) ou não funcionantes (sintomas decorrentes do efeito de massa), uma causa relevante de alterações neuroendócrinas. A avaliação clínica, laboratorial, radiológica e histopatológica é parte essencial do diagnóstico e acompanhamento.
Alternativa correta: C) O Ki‐67 > 3% na imuno‐histoquímica indica maior risco de adenoma atípico.
Justificativa: O Ki-67 é um marcador de proliferação celular avaliado na imuno-histoquímica. Adenomas hipofisários com índice Ki-67 maior que 3% são classificados como “atípicos”, segundo definição da OMS, e apresentam potencial de agressividade maior, incluindo invasividade local e maior taxa de recorrência. Isso implica necessidade de acompanhamento mais rigoroso e, em alguns casos, tratamentos complementares. Evidências científicas e estudos multicêntricos corroboram que o Ki-67 acima de 3% distingue populações tumorais de comportamento mais agressivo.
Análise das alternativas incorretas:
A) Incorreta. Embora existam adenomas de “null cells” (células não secretoras), a maioria dos adenomas de hipófise origina-se de células produtoras de hormônios. Os mais comuns são prolactinomas e adenomas produtores de GH/ACTH.
B) Incorreta. O prolactinoma é um adenoma funcionante, responsável por hiperprolactinemia. Adenomas não funcionantes (null cell ou gonadotrofínicos) não provocam síndromes de hipersecreção hormonal, mas sim efeitos de massa.
D) Incorreta. Nem todos os adenomas necessitam de cirurgia. O tratamento é individualizado, considerando tipo, tamanho e sintomas. Em prolactinomas, por exemplo, o tratamento inicial é medicamentoso com agonistas dopaminérgicos, e a cirurgia só está indicada quando não há resposta ou intolerância.
E) Incorreta. O acompanhamento pós-cirúrgico requer avaliação clínica, laboratorial e de imagem (geralmente RM de sela túrcica), independentemente de sintomatologia, devido ao risco de recorrência ou deficiência hormonal pós-operatória.
Dica para provas: Atenção a termos-chave como “funcionante”, “não funcionante”, critérios histopatológicos e orientações atuais de manejo! Pegadinhas costumam explorar confusão entre tipos de adenomas e protocolos de acompanhamento.
Referência: Segundo a OMS e revisões em endocrinologia clínica, “Ki-67 > 3% é marcador de risco em adenomas pituitários”. Consulte também as recomendações do PCDT e Projeto Diretrizes AMB.
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