Os nódulos tireoidianos vêm aumentando em prevalência ao l...
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Tema central: A questão aborda a classificação ACR TI-RADS 2017 para avaliação dos nódulos tireoidianos, importante ferramenta para estratificação de risco de malignidade a partir de achados ultrassonográficos, definindo conduta (acompanhamento ou indicação de PAAF).
Alternativa correta: C
Nódulos espongiformes são definidos por conterem múltiplos pequenos cistos compondo mais de 50% da lesão. Segundo o “The 2017 ACR Thyroid Imaging Reporting and Data System (TI-RADS): User’s Guide”: “Nódulos espongiformes são automaticamente classificados como TIRADS 2, indicando uma lesão benigna, e não requerem PAAF, a menos que haja sintomas compressivos”. Também, revisões científicas recentes confirmam baixa probabilidade de malignidade nesses casos, como consta na literatura PubMed. Portanto, a abordagem preconizada é o não encaminhamento para PAAF, exceto em casos de sintomas relevantes ou crescimento expressivo.
Análise das alternativas incorretas:
A) Errada. Nas características suspeitas, o esperado é que o diâmetro anteroposterior (AP) seja maior que o transverso (AP/T >1), relação ligada à malignidade. A alternativa troca essa relação, sugerindo a situação oposta.
B) Errada. A PAAF não está indicada para todos os nódulos acima de 1 cm, mas sim para aqueles com características suspeitas. Nódulos sem sinais ultrassonográficos de malignidade frequentemente devem apenas ser seguidos.
D) Errada. O Doppler não tem capacidade de diferenciar benignidade ou malignidade de maneira confiável nos nódulos tireoidianos. A classificação TI-RADS é baseada no padrão B-mode, não no Doppler.
E) Errada. A presença de múltiplos nódulos não aumenta necessariamente o risco por si só. O risco de malignidade depende das características de cada nódulo, e não do número total de nódulos.
Estratégias para prova:
Fique atento a detalhes de critérios morfológicos (cor, halo, microcalcificações, relação AP/T), pois estão frequentemente nas “pegadinhas”. Questione sempre alternativas que sugerem condutas indiscriminadas para todos os casos. Relembre que classificações de risco orientam a indicação ou não de PAAF, guiando o raciocínio clínico.
Segundo o ACR TI-RADS 2017 (sessão "Classificação de nódulos espongiformes"): "Nódulos espongiformes são TIRADS 2, indicam lesão benigna, não necessitando de PAAF, salvo sintomas compressivos".
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