R.L.S., homem, 71 anos, sofreu acidente vascular cerebr...

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Q3995135 Medicina
    R.L.S., homem, 71 anos, sofreu acidente vascular cerebral isquêmico há três meses, com boa recuperação funcional e seguimento ambulatorial regular. É hipertenso, diabético, ex-tabagista, apresenta fibrilação atrial permanente e não possui história prévia de sangramento. Encontra-se clinicamente estável, sem déficits neurológicos residuais significativos. Qual é a conduta mais adequada para este perfil clínico? Assinalar a melhor alternativa entre as proposições abaixo.
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: A presença de fibrilação atrial permanente em paciente com AVC isquêmico prévio, sem contraindicação hemorrágica informada, define prevenção secundária de alto risco embólico e indica anticoagulação oral como estratégia superior à antiagregação plaquetária para prevenir recorrência cardioembólica.

Tema central: AVC isquêmico e fibrilação atrial
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A está correta porque o dado decisivo do caso é a fibrilação atrial permanente em um paciente que já teve AVC isquêmico. Isso caracteriza prevenção secundária de alto risco embólico por mecanismo cardioembólico. Na ausência de sangramento prévio ou outro impedimento informado no enunciado, a estratégia antitrombótica de escolha é anticoagulação oral, que reduz recorrência de AVC relacionado à FA de forma superior à antiagregação plaquetária.
B
Errada
Está errada porque antiagregação plaquetária isolada não é a melhor prevenção secundária quando há fibrilação atrial. O mecanismo tromboembólico na FA é cardioembólico, e nesse contexto a anticoagulação oral é superior à antiagregação para reduzir recorrência de AVC. O erro da alternativa é tratar como se todo AVC isquêmico tivesse a mesma estratégia antitrombótica, ignorando a etiologia.
C
Errada
Está errada porque controle de hipertensão, diabetes e cessação do tabagismo são medidas complementares, não substitutas da terapia antitrombótica quando existe fibrilação atrial como fonte embólica estabelecida. O paciente mantém risco relevante de novo evento cardioembólico pelo antecedente de AVC e pela FA permanente; portanto, omitir antitrombose é tecnicamente inadequado.
D
Errada
Está errada porque dupla antiagregação plaquetária indefinida não é estratégia padrão para prevenção secundária de AVC relacionado à fibrilação atrial. Além de não tratar adequadamente o mecanismo cardioembólico da FA, aumenta risco hemorrágico sem oferecer a proteção específica esperada da anticoagulação. A alternativa mistura cenários selecionados de antiagregação em AVC não cardioembólico com um caso de FA.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre prevenção secundária geral do AVC isquêmico com antiagregação e prevenção secundária do AVC cardioembólico por fibrilação atrial, em que a conduta muda para anticoagulação.
Dica para questões semelhantes
  • Antes de escolher a prevenção secundária, identifique o mecanismo do AVC; presença de fibrilação atrial aponta para etiologia cardioembólica.
  • Em AVC prévio com FA e sem contraindicação hemorrágica informada, a terapia antitrombótica padrão é anticoagulação oral, não antiagregação isolada.
  • Controle de fatores de risco vascular é obrigatório, mas não substitui antitrombose quando há fonte embólica cardíaca estabelecida.
  • Não transfira indicação de dupla antiagregação de cenários não cardioembólicos para fibrilação atrial.

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