J.P.R., homem, 69 anos, previamente independente, apres...

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Q3995134 Medicina
    J.P.R., homem, 69 anos, previamente independente, apresenta episódio súbito de hemiparesia direita associada a disartria, com duração aproximada de 25 minutos e resolução completa antes da chegada ao hospital. A tomografia de crânio inicial não evidencia hemorragia. A ressonância magnética realizada nas primeiras horas demonstra pequena lesão isquêmica pontual em difusão restrita, sem outras alterações estruturais. No momento da avaliação, o paciente encontra-se assintomático. Qual é a classificação correta deste evento? Assinalar a melhor alternativa entre as proposições abaixo.
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: Pela definição tecidual de AIT versus AVC isquêmico, a presença de lesão isquêmica aguda com difusão restrita na ressonância caracteriza infarto cerebral; por isso, apesar da regressão clínica completa, o evento deve ser classificado como AVC isquêmico, e não como AIT.

Tema central: AIT versus AVC isquêmico
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque usa apenas a resolução completa do déficit como critério classificatório. Isso contraria a definição tecidual: AIT só pode ser diagnosticado se não houver infarto agudo. Como a RM mostrou lesão isquêmica aguda com difusão restrita, houve dano tecidual cerebral, o que exclui AIT.
B
Certa
A alternativa B está correta porque a difusão restrita na RM, em contexto clínico compatível, documenta lesão isquêmica aguda, isto é, infarto cerebral estabelecido. Pela definição tecidual contemporânea, AIT exige ausência de infarto agudo. Assim, quando há evidência de infarto na neuroimagem, o evento é AVC isquêmico, mesmo que o déficit neurológico tenha sido breve e tenha regredido completamente.
C
Errada
Está errada porque aplica um critério temporal isolado e o coloca acima da neuroimagem. Duração inferior a 60 minutos não define AIT independentemente da imagem. A base é explícita em que o corte temporal antigo é inadequado quando a RM demonstra infarto agudo; nesse cenário, a presença de infarto prevalece e redefine o evento como AVC isquêmico.
D
Errada
Está errada porque o pequeno tamanho da lesão não torna o evento indeterminado. Ao contrário, a presença de lesão isquêmica aguda permite classificação definitiva como AVC isquêmico. A base afirma que mesmo lesão pequena documenta dano tecidual e basta para afastar AIT.
Pegadinha da questão
A banca explorou a confusão entre melhora clínica completa e AIT, além do uso de definição temporal antiga. O achado decisivo não é o tempo de 25 minutos, e sim a difusão restrita na RM, que documenta infarto.
Dica para questões semelhantes
  • Em déficit focal transitório, não classifique pelo tempo de sintomas antes de verificar se há infarto na imagem.
  • AIT exige ausência de infarto agudo; difusão restrita compatível com o quadro exclui essa classificação.
  • Regressão completa do déficit não afasta AVC isquêmico quando há lesão isquêmica aguda documentada.
  • Lesão pequena na RM ainda conta como infarto cerebral para fins de classificação.

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