M.R.A., homem, 76 anos, previamente independente e com f...

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Q3995132 Medicina
    M.R.A., homem, 76 anos, previamente independente e com fibrilação atrial conhecida, é admitido em hospital público 6 horas após início súbito de hemiparesia direita e desvio do olhar conjugado. A tomografia de crânio sem contraste afasta hemorragia, mas evidencia área hipodensa extensa em território da artéria cerebral média esquerda, compatível com infarto isquêmico agudo. Qual é a conduta mais adequada neste momento? Assinalar a melhor alternativa entre as proposições abaixo.
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: No AVC isquêmico agudo extenso, a anticoagulação terapêutica rotineira com heparina não deve ser usada, porque não traz benefício clínico líquido comprovado e aumenta o risco de transformação hemorrágica; no caso, a área hipodensa extensa em território de ACM esquerda, 6 horas após o início, sustenta evitar heparinização plena imediata, mesmo com fibrilação atrial.

Tema central: Heparina no AVC agudo
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A está correta porque expressa a conduta adequada no AVC isquêmico agudo extenso: não usar anticoagulação terapêutica rotineira com heparina. O fundamento médico específico é o aumento do risco de transformação hemorrágica nos grandes infartos, por maior lesão da barreira hematoencefálica, sem benefício clínico global estabelecido da heparinização plena imediata. A fibrilação atrial sugere mecanismo cardioembólico, mas isso não revoga esse critério na fase aguda.
B
Errada
Está errada porque transforma a ausência de hemorragia na TC em autorização automática para heparina de baixo peso molecular, independentemente da extensão do infarto. Esse raciocínio falha porque a segurança da anticoagulação depende também do tamanho do infarto, e o enunciado destaca infarto extenso, situação de maior risco de transformação hemorrágica.
C
Errada
Está errada porque usa a etiologia cardioembólica como justificativa suficiente para anticoagulação plena imediata, mesmo com infarto extenso. O mecanismo cardioembólico não supera o dado decisivo do caso, que é o grande volume de infarto, associado a maior risco hemorrágico com heparinização precoce.
D
Errada
Está errada porque transformação hemorrágica estabelecida não é indicação de anticoagulação plena; ao contrário, a presença de sangramento intracraniano torna essa conduta potencialmente danosa. A alternativa inverte o sentido do critério de segurança.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre fibrilação atrial/provável cardioembolia e indicação automática de heparina plena imediata, além da falsa ideia de que TC sem hemorragia basta para liberar anticoagulação terapêutica em infarto extenso.
Dica para questões semelhantes
  • Em AVC isquêmico agudo, excluir hemorragia na TC não basta para indicar anticoagulação plena; a extensão do infarto também decide a conduta.
  • Se o enunciado destaca infarto extenso, pense primeiro em maior risco de transformação hemorrágica.
  • Fibrilação atrial sugere cardioembolia, mas não autoriza heparinização terapêutica rotineira na fase hiperaguda de grande infarto.

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