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Q2778137 Medicina

Leia o caso clínico a seguir para responder às questões de 24 a 26.


Após a extração completa de um recém-nascido de 32 semanas de idade gestacional do corpo de sua mãe, avalia-se que ele está ativo e respirando. O neonato é assistido pela equipe de plantão, que realiza os procedimentos necessários para sua adequada adaptação à vida extrauterina. O recém-nascido recebe nota de Apgar de 8 no primeiro e no quinto minutos de vida; seu peso de nascimento é de 1.380 gramas. Aplica-se o CPAP por meio de máscara conectada ao circuito do ventilador mecânico manual em T, pois o recém-nascido apresenta desconforto respiratório.

De acordo com as diretrizes do Programa Brasileiro de Reanimação Neonatal (2016), nessa situação clínica, indica-se a ligadura do cordão umbilical de

Alternativas

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Tema central da questão: O foco está no momento ideal do clampeamento do cordão umbilical em recém-nascidos prematuros (<34 semanas) com boa vitalidade ao nascer, segundo as diretrizes do Programa Brasileiro de Reanimação Neonatal (PRN-SBP).

Justificativa da alternativa correta (B – 30 a 60 segundos):

Em recém-nascidos prematuros (<34 semanas) que iniciam a respiração espontânea ou choram ao nascer e estão ativos, a recomendação vigente é realizar o clampeamento do cordão entre 30 e 60 segundos. Essa conduta visa permitir a transfusão placento-fetal, promovendo benefício hematológico (maiores níveis de hemoglobina e ferritina), diminuição do risco de anemia nos primeiros meses, melhor estabilidade hemodinâmica e potencial redução da incidência de hemorragia intraventricular e enterocolite necrosante.

Segundo a Diretriz da Sociedade Brasileira de Pediatria, seção "Clampeamento do cordão umbilical no RN <34 semanas":
“Após a extração completa, se o RN <34 semanas começou a respirar ou chorar e se está ativo, indica-se aguardar 30 segundos ou mais, antes de clampear o cordão umbilical.”

Análise das alternativas incorretas:

A) 0 a 30 segundos: O clampeamento imediato ou precoce (<30 seg) não é recomendado em prematuros estáveis, pois reduz os benefícios da transfusão placento-fetal, comprometendo a adaptação hemodinâmica e aumentando o risco de desfechos adversos.

C) 60 a 90 segundos e D) 90 a 120 segundos: Embora o clampeamento tardio possa ser feito até 120 segundos em contextos específicos, as diretrizes nacionais e internacionais recomendam 30 a 60 segundos como tempo padrão. Atrasos excessivos podem dificultar o início de eventuais manobras de reanimação ou estabilização, especialmente em prematuros suscetíveis a complicações.

Estratégia de resolução e pontos-chave:

Leia atentamente se o neonato apresenta sinais de vitalidade (respira, chora ou está ativo). Pegadinhas comuns envolvem confundir o protocolo de prematuros estáveis com aqueles que necessitam de reanimação imediata. A palavra-chave neste enunciado é que o RN está respirando e ativo (“boa vitalidade”), direcionando ao clampeamento entre 30 e 60 segundos.

Base científica: A prática se sustenta em revisões sistemáticas (UpToDate, Cochrane) e nas Diretrizes do PRN-SBP (2016/2021), que orientam o clampeamento tardio do cordão em prematuros em boas condições, preferencialmente entre 30 e 60 segundos.

Dica final: Memorize que a exceção para o clampeamento precoce (<30s) ocorre somente se o RN precisa de reanimação imediata e não está estável ao nascimento.

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