O Sr. A.M.G., 40 anos, com esquizofrenia paranoide, hist...

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Q3995381 Psiquiatria
    O Sr. A.M.G., 40 anos, com esquizofrenia paranoide, histórico de múltiplas internações psiquiátricas e abandono recorrente de tratamento, acaba de receber alta hospitalar após episódio de descompensação psicótica. Está clinicamente estável, mas apresenta ausência de suporte familiar, vive em situação de vulnerabilidade social e demonstra pouca adesão ao uso contínuo de medicação. A cidade dispõe de CAPS III, equipe NASF e Unidade de Acolhimento (UA).
    De acordo com a Portaria 3.588/2017 e a organização da RAPS, qual seria a estratégia mais adequada e completa de seguimento territorial para este paciente neste momento? Entre as alternativas abaixo assinalar a que melhor responde ao questionamento.
Alternativas

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: O elemento decisivo é distinguir, entre as opções, o arranjo da RAPS que oferece cuidado territorial intensivo para paciente grave e estável no pós-alta, sem confundi-lo com apoio matricial, moradia permanente ou internação.

Tema central: Seguimento territorial na RAPS
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A está correta porque aponta o CAPS III como ponto de atenção psicossocial especializada para cuidado contínuo de transtorno mental grave e persistente, o que se ajusta ao caso de esquizofrenia com múltiplas internações, baixa adesão e necessidade de seguimento intensivo após a alta. Além disso, a menção à Unidade de Acolhimento acrescenta retaguarda residencial transitória, compatível com a vulnerabilidade social descrita. Entre as opções, é a que melhor reúne seguimento especializado e suporte territorial no pós-alta.
B
Errada
Está errada porque desloca o seguimento para o NASF, cuja função é apoio matricial e compartilhamento com a atenção básica, não cuidado intensivo especializado como referência principal. Para um caso grave como este, ações pontuais são insuficientes.
C
Errada
Está errada porque trata o Serviço Residencial Terapêutico como moradia permanente indicada pela vulnerabilidade social, quando sua lógica é a desinstitucionalização de moradores de longa permanência, e não a simples pós-alta.
D
Errada
Está errada porque propõe internação apesar de o paciente estar clinicamente estável. O enunciado não descreve necessidade clínica atual que justifique hospitalização.
Pegadinha da questão
Confundir cuidado intensivo especializado com apoio matricial, moradia de desinstitucionalização ou internação sem necessidade clínica atual.
Dica para questões semelhantes
  • Em questões da RAPS, identifique se o caso pede cuidado intensivo especializado, apoio matricial, moradia de desinstitucionalização ou internação por necessidade clínica atual.
  • Para transtorno mental grave com baixa adesão no pós-alta, o CAPS III tende a ser a referência principal quando a questão cobra seguimento territorial intensivo.
  • Não use vulnerabilidade social isoladamente como critério para SRT.
  • Não indique internação apenas por histórico de crises se o enunciado informar estabilidade clínica no momento.

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