O Sr. M.A.S., 48 anos, relata humor deprimido constante ...

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Q3995380 Psiquiatria
    O Sr. M.A.S., 48 anos, relata humor deprimido constante há mais de 2 anos, com baixa energia, hipersonia, sentimentos de inutilidade e queda da produtividade no trabalho. Nega episódios francos de anedonia, ideação suicida ou sintomas psicóticos. Já realizou psicoterapia de suporte por 1 ano, sem resposta significativa, e está disposto a iniciar nova abordagem terapêutica.
     Qual das opções representa a conduta mais apropriada neste momento? Entre as alternativas abaixo assinalar a que melhor responde ao questionamento.
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: O dado decisivo era a combinação de sintomas depressivos crônicos há mais de 2 anos, prejuízo funcional, ausência de suicidabilidade ou psicose e falha de psicoterapia de suporte isolada por 1 ano. Esse conjunto afasta urgência psiquiátrica e indica escalada terapêutica, tornando B a melhor opção.

Tema central: Depressão crônica persistente
Análise das alternativas
A
Errada
Incorreta. O enunciado descreve sintomas há mais de 2 anos, com queda de produtividade e falha de abordagem prévia. Manter apenas acompanhamento clínico sem nova intervenção configura subtratamento diante da persistência dos sintomas e do prejuízo ocupacional.
B
Certa
A alternativa B é a mais apropriada porque oferece tratamento ativo e proporcional para um quadro depressivo persistente, com impacto funcional e sem critérios de urgência psiquiátrica. Pela base, após ausência de resposta significativa à psicoterapia de suporte isolada, a conduta indicada é iniciar antidepressivo de primeira linha, como ISRS, e associar psicoterapia estruturada de médio a longo prazo. É a única opção que enfrenta o transtorno-alvo sem exagerar na gravidade nem subtratar o caso.
C
Errada
Incorreta. Internação psiquiátrica direta exige elemento de gravidade aguda que o enunciado não traz. Foram negados ideação suicida e sintomas psicóticos, e não há descrição de risco iminente, necessidade de contenção ou monitorização intensiva.
D
Errada
Incorreta. Benzodiazepínico de ação prolongada não é tratamento de base para depressão crônica persistente. Além de não tratar o núcleo do quadro depressivo, a base destaca que seu uso como conduta principal aqui é inadequado.
Pegadinha da questão
A confusão real era achar que a ausência de suicidabilidade ou psicose autoriza não tratar, ou então substituir tratamento antidepressivo por benzodiazepínico apenas por melhora sintomática inespecífica.
Dica para questões semelhantes
  • Em depressão crônica com prejuízo funcional, a ausência de risco agudo afasta internação, mas não justifica conduta expectante.
  • Falha de psicoterapia de suporte isolada pede mudança de estratégia terapêutica, não repetição da mesma lógica de manejo.
  • Benzodiazepínico não deve ser escolhido como tratamento principal quando o transtorno-alvo é depressivo e não há foco agudo descrito.
  • Entre alternativas, prefira a que seja proporcional ao quadro: tratamento ativo sem subtratamento nem medidas de gravidade não sustentadas.

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