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Q3057613 Medicina
        Um menino de 5 anos de idade foi levado ao pronto-socorro por apresentar febre havia 4 dias, acompanhada de mialgia e dor retro-ocular. No dia do atendimento, pela manhã, evoluiu com dor abdominal e vômitos, associados a maior prostração e redução da diurese. A mãe negou sangramentos, sintomas gripais e diarreia. No exame clínico: prostrado, afebril, corado, anictérico. ACV: Taquicardia, pulsos finos, enchimento capilar >3 seg, P.A. adequada para a idade. Ausculta pulmonar sem alterações. Abdome com peristalse presente, doloroso à palpação profunda difusamente, ausência de dor à descompressão, fígado palpável 2 cm abaixo do rebordo costal direito. Ausência de irritação meníngea. Sem sangramento ativo e sem petéquias. Hemograma: Ht: 40%; leucócitos: 2.100; Plaquetas: 50.000.

Com base nesse caso clínico hipotético e em relação à conduta a ser adotada pelo pediatra de plantão, julgue o item.


Deve-se ofertar oxigênio suplementar independentemente da Saturação O2.

Alternativas

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Tema central: A questão aborda o manejo do choque na dengue grave em pediatria, enfatizando a conduta de ofertar oxigênio suplementar independentemente da saturação inicial de O2.

Justificativa da alternativa correta – C (“Certo”):

Crianças com dengue grave podem evoluir para choque hipovolêmico devido ao extravasamento plasmático. No caso apresentado, há taquicardia, pulsos finos, tempo de enchimento capilar > 3 seg e oligúria, compatíveis com início de choque.

Segundo o Ministério da Saúde, no documento "Dengue: Diagnóstico e Manejo Clínico – Adulto e Criança", seção de manejo do choque:

“Iniciar imediatamente a administração de oxigênio por máscara ou cateter nasal, independentemente da saturação de oxigênio inicial.”

O objetivo é otimizar a oxigenação tecidual e evitar agravos, pois a hipoperfusão pode gerar hipóxia celular mesmo com SpO2 limítrofe.

Análise da alternativa incorreta – E (“Errado”):

Indicar oxigênio só na presença de SpO2 baixa contraria o protocolo citado e pode atrasar intervenções críticas. A monitorização da SpO2 é útil, mas não substitui a avaliação clínica, já que, no choque, os pulsos oxímetros podem subestimar hipóxia tecidual.

Estratégias para interpretação de provas:

Fique atento a comandos taxativos como “independentemente da saturação”. Em emergências pediátricas, o manejo deve ser imediato, sem aguardar marcadores; protocolos priorizam intervenções rápidas em presença de sinais de choque.

Pegadinha: Muitos candidatos acham que o oxigênio deve ser ofertado apenas se a saturação estiver baixa. Em situações de choque, essa conduta é inadequada; a prioridade é a preservação da oxigenação tecidual, independentemente do valor inicial da SpO2.

Referências: Ministério da Saúde; UpToDate; Nelson Tratado de Pediatria e SBP Protocolo de Dengue.

Resumo: Em dengue grave com choque, oferte oxigênio assim que identificar sinais, independentemente da SpO2 do paciente. Isso está claramente destacado nos protocolos nacionais de manejo.

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