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Q3057611 Medicina
        Um menino de 5 anos de idade foi levado ao pronto-socorro por apresentar febre havia 4 dias, acompanhada de mialgia e dor retro-ocular. No dia do atendimento, pela manhã, evoluiu com dor abdominal e vômitos, associados a maior prostração e redução da diurese. A mãe negou sangramentos, sintomas gripais e diarreia. No exame clínico: prostrado, afebril, corado, anictérico. ACV: Taquicardia, pulsos finos, enchimento capilar >3 seg, P.A. adequada para a idade. Ausculta pulmonar sem alterações. Abdome com peristalse presente, doloroso à palpação profunda difusamente, ausência de dor à descompressão, fígado palpável 2 cm abaixo do rebordo costal direito. Ausência de irritação meníngea. Sem sangramento ativo e sem petéquias. Hemograma: Ht: 40%; leucócitos: 2.100; Plaquetas: 50.000.

Com base nesse caso clínico hipotético e em relação à conduta a ser adotada pelo pediatra de plantão, julgue o item.


Deve-se considerar a possibilidade do diagnóstico de dengue com sinais de choque (Grupo D). 

Alternativas

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A alternativa C está correta.

O tema central da questão é o diagnóstico e a classificação da dengue, uma doença causada pelo vírus da dengue transmitido por mosquitos do gênero Aedes. É crucial que o aluno compreenda os sinais e sintomas da doença, além de suas complicações, para identificar corretamente o quadro clínico apresentado e a conduta adequada.

No caso clínico descrito, diversos sinais e sintomas sugerem um quadro de dengue com sinais de choque, que se enquadra no Grupo D de classificação clínica. Vamos destacar os pontos relevantes:

  • Febre, mialgia e dor retro-ocular são sintomas clássicos de dengue.
  • O paciente apresentou prostração significativa e redução da diurese, indicando comprometimento circulatório.
  • O exame clínico mostra tachicardia, pulsos finos e enchimento capilar maior que 3 segundos, que são indicativos claros de choque.
  • Embora a pressão arterial esteja adequada, os outros achados são suficientes para considerar o diagnóstico de choque.
  • O hemograma revela plaquetopenia (plaquetas em 50.000) e leucopenia (leucócitos em 2.100), comuns em quadros de dengue.

Portanto, a conclusão é que o quadro clínico é compatível com dengue grave, necessitando de intervenção imediata para manejo do choque.

Para resolver questões como essa, o aluno deve estar familiarizado com os critérios de diagnóstico e classificação da dengue, além de saber interpretar sinais clínicos que indicam complicações graves.

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