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Q3057605 Medicina
No final de novembro de 2021, observou-se na cidade do Rio de Janeiro um aumento do número de casos de infecção pelo vírus influenza H3N2. Grande parte dos pacientes eram crianças com idade inferior a 5 anos, com alguns casos da síndrome respiratória aguda grave (SRAG). 

Com relação a essas informações, julgue o item.


O uso de ácido acetilsalicílico (AAS) para controle da febre aumenta o risco de encefalopatia aguda não inflamatória associada à degeneração gordurosa hepática.

Alternativas

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Comentário da Questão – Residência Médica (Pediatria/Neonatologia)

Tema central: A questão aborda a Síndrome de Reye, uma complicação grave e rara associada ao uso de ácido acetilsalicílico (AAS) em crianças, especialmente durante infecções virais como influenza e varicela.

Justificativa da alternativa correta:

O enunciado afirma que o uso de AAS para febre pode aumentar o risco de encefalopatia aguda não inflamatória com degeneração gordurosa hepática. Isso descreve exatamente a Síndrome de Reye, que, segundo o Protocolo de Tratamento de Influenza do Ministério da Saúde (2017), está associada ao uso de AAS em menores de 19 anos com infecção viral. O quadro clínico caracteriza-se por alteração do nível de consciência (encefalopatia) e infiltração gordurosa do fígado, com marcadores laboratoriais de disfunção hepática e aumento de amônia.

Portanto, a alternativa está correta, conforme os principais protocolos e diretrizes.

Análise crítica das alternativas:

Alternativa C (“Certo”): Correta. Descreve, de forma fiel, o risco de Síndrome de Reye relacionado ao AAS em infecções virais pediátricas. Essa conduta é bem fundamentada por diretrizes (exemplo: SBP, Ministério da Saúde, UpToDate), que contraindicam AAS para crianças com influenza.

Alternativa E (“Errado”): Se marcada, indica desconhecimento das atuais recomendações e da fisiopatologia da síndrome. O uso de AAS realmente está relacionado ao desenvolvimento da Síndrome de Reye, e sua associação é bem estabelecida em literatura médica e protocolos oficiais.

Dicas para provas:

Fique atento a pegadinhas: A referência cruzada entre “AAS”, “infecção viral” e “risco de encefalopatia/dano hepático” quase sempre remete à Síndrome de Reye. Dirija-se sempre às recomendações mais atualizadas em pediatria e não hesite em anular alternativas que contrariem protocolos oficiais.

Conforme o Protocolo do Ministério da Saúde (p. 15): “O uso de ácido acetilsalicílico é contraindicado em menores de 19 anos com infecção viral devido ao risco de Síndrome de Reye.”

Resumo final: NUNCA utilize AAS para febre em crianças ou adolescentes com infecção viral!

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