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Q3190589 Medicina
Uma criança de 8 anos, pesando 25 kg, foi picada por várias abelhas enquanto brincava no parque. Minutos depois, a criança começou a apresentar sintomas de anafilaxia, como urticária generalizada, inchaço nos lábios e dificuldade para respirar. A equipe de emergência foi chamada e diagnosticou uma reação anafilática. De acordo com o protocolo pediátrico, foi administrada uma dose subcutânea de 0,25 ml de adrenalina 1:1000 (0,01 ml/kg). Apus 30 minutos, a criança ainda apresentava sintomas leves de dificuldade respiratória, e uma segunda dose foi administrada, sem causar aumento exagerado da frequência cardíaca. Com base no tratamento descrito e nas recomendações para a administração de adrenalina em crianças, assinale a alternativa correta:
Alternativas

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Tema central: Anafilaxia pediátrica e manejo com adrenalina. Quadro típico: início em minutos após picadas, com urticária, angioedema labial e dispneia — critérios suficientes para anafilaxia (SBP; WAO; UpToDate).

Alternativa correta: A
A dose usada foi 0,01 mL/kg da solução 1:1000 (1 mg/mL), equivalente a 0,01 mg/kg. Para 25 kg: 0,25 mL = 0,25 mg, dose correta para criança (máximo usual: 0,3 mg por aplicação). Em anafilaxia, a adrenalina pode ser repetida se persistirem sintomas; muitos protocolos aceitam 2–3 aplicações com monitorização. Observação importante: a via de escolha é intramuscular na face ântero-lateral da coxa, com reavaliação em 5–15 min. Como o enunciado utilizou a via subcutânea (absorção mais lenta), um intervalo maior (ex.: 20–30 min) é coerente com a prática descrita no caso. Referências: SBP – Anafilaxia, WAO 2020, UpToDate.

Conduta essencial na prática: Adrenalina IM 0,01 mg/kg (1 mg/mL), máx. 0,3 mg na criança; repetir se necessário; oxigênio, posição supina com MMII elevados, expansão volêmica se hipotenso, beta-2 inalatório se broncoespasmo; anti-histamínicos e corticoides como adjuvantes (não substituem a adrenalina).

Análise das incorretas
B – Errada. Não se limita a uma única dose; repetir é recomendado se sintomas persistem. Taquicardia é efeito esperado e não contraindica nova dose, desde que monitorado (WAO, AAP/UpToDate).
C – Errada. Não é exclusiva por via IV. Via IV é reservada a choque refratário e por equipe experiente, devido ao risco de arritmias. A via de escolha é IM (SBP, WAO).
D – Errada. Repetir a cada 10 min indiscriminadamente é inadequado, sobretudo na via SC do caso. Recomenda-se IM com reavaliação em 5–15 min; na SC, a cinética é mais lenta e exige cautela. Além disso, não se repete “até desaparecer” sem limites e sem estratificação (considerar suporte avançado).
E – Errada. Não se deve adiar nova dose de adrenalina por “ciclo de anti-inflamatórios”. Corticoides e anti-histamínicos têm ação lenta e são adjuvantes; a adrenalina é a terapia que salva vidas.

Pegadinhas e estratégia:
Concentração: 1:1000 = 1 mg/mL; 0,01 mL/kg = 0,01 mg/kg.
Via: prefira IM (provas antigas podem citar SC).
Intervalo: IM 5–15 min; SC tende a absorver mais lentamente. Sempre monitorar FC/PA e sinais de perfusão.

Referências: Sociedade Brasileira de Pediatria – Anafilaxia (Manual/Guias); WAO Anaphylaxis Guidance 2020; UpToDate “Anaphylaxis: emergency treatment”; AAP Clinical Report on Anaphylaxis.

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