Durante o atendimento a uma paciente com quadro de refluxo...
Gabarito comentado
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Tema central: localização do esfíncter esofágico inferior (EEI) e sua relação com o refluxo gastroesofágico (DRGE). O EEI é uma zona de alta pressão na junção esofagogástrica (também chamada de “cardia”), que impede o retorno do conteúdo ácido do estômago para o esôfago.
Alternativa correta: C – Na junção entre o esôfago e o estômago.
Justificativa: O EEI situa-se exatamente na transição entre o esôfago distal e o estômago proximal (cardia), próximo ao hiato diafragmático. É um esfíncter funcional, reforçado pelas fibras do diafragma crural. Sua competência é fundamental para evitar DRGE; quando há relaxamentos transitórios, hipotonia do EEI ou hérnia de hiato, o refluxo aumenta (ACG Guideline for GERD 2022; UpToDate; Sleisenger & Fordtran; Gray’s Anatomy).
Análise das alternativas incorretas
- A – Entre o duodeno e o jejuno: essa é a região da flexura duodenojejunal, marcada pelo ligamento de Treitz. Não há esfíncter ali. O controle de saída gástrica ocorre no piloro, entre estômago e duodeno, não entre duodeno e jejuno.
- B – Transição entre o estômago e o intestino grosso: o estômago não se comunica diretamente com o intestino grosso. Primeiro vem o duodeno (intestino delgado) através do piloro. Portanto, além de anatomicamente incorreta, confunde o EEI com o piloro.
- D – Entre o íleo e o estômago: íleo e estômago não são contíguos; o íleo conecta-se ao ceco pelo válvula ileocecal. Não existe esfíncter entre íleo e estômago.
Estratégia de prova: associe EEI à expressão “junção esofagogástrica” ou “cardia”. Cuidado com a pegadinha que troca o EEI pelo piloro (estômago–duodeno) ou pela válvula ileocecal (íleo–ceco). Memorize os principais: esfíncter esofágico superior (cricofaríngeo), EEI, piloro, Oddi e válvula ileocecal.
Relevância clínica (DRGE): a disfunção do EEI permite refluxo ácido, causando pirose e regurgitação. Diagnóstico é clínico; endoscopia se sinais de alarme; pH-impedanciometria e manometria avaliam ácido e pressão do EEI (UpToDate, ACG 2022). Tratamento inclui medidas comportamentais e IBPs; o diafragma crural ajuda na barreira antirrefluxo, o que explica a relevância de treino de respiração diafragmática em alguns protocolos de reabilitação.
Referências: ACG Clinical Guideline for GERD (2022); UpToDate – Pathophysiology and treatment of GERD; Sleisenger & Fordtran’s Gastrointestinal and Liver Disease; Gray’s Anatomy.
Gabarito: C
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