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Q3575012 História
Na noite do dia 24 para 25 de janeiro de 1835, um grupo de africanos escravizados e libertos ocupou as ruas de Salvador, e durante mais de três horas enfrentou soldados e civis armados. Foi a Revolta dos Malês.
(Kabenguele Munanga e Nilma Lino Gomes, O negro no Brasil de hoje)
Ainda sobre essa revolta, segundo a obra citada, é correto afirmar que
Alternativas

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Alternativa correta: A

Tema central da questão: A questão aborda a Revolta dos Malês, um dos principais levantes de africanos escravizados e libertos no Brasil, ocorrido em Salvador no início do século XIX. O aluno deve identificar características dos participantes, objetivos e desdobramentos desse evento histórico.

Resumo Teórico: A Revolta dos Malês (1835) foi liderada por africanos muçulmanos (os Malês) contra a escravidão e a repressão religiosa. O termo "Malê" não designava uma etnia, mas sim aqueles africanos que praticavam o Islã, principalmente de origem iorubá e haussá. Segundo Kabenguele Munanga e Nilma Lino Gomes, isso expressa a pluralidade étnica e religiosa dos africanos no Brasil.

Justificativa da Alternativa Correta (A):
O item A está correto ao afirmar que “Malê” era o termo usado para identificar africanos islamizados na Bahia, independentemente de sua etnia. Essa informação é confirmada por estudos clássicos sobre o tema e pelo próprio texto de apoio da questão.

Análise das Alternativas Incorretas:

B) Incorreta. Não há registros históricos de inspiração direta da Revolta dos Malês em movimentos em cidades como Ouro Preto e São Paulo. Os levantes nessas regiões tinham outras causas e características.

C) Incorreta. Os Malês não estavam articulados com lideranças quilombolas do Recôncavo Baiano. Suas redes eram mais urbanas, compostas por africanos islamizados.

D) Incorreta. Apesar do temor de novas revoltas, o fim do tráfico negreiro não foi consequência direta da Revolta dos Malês, mas de pressões internacionais, principalmente inglesas, e de outros fatores internos.

E) Incorreta. A elite baiana não apoiou o movimento; pelo contrário, combateu-o duramente, pois tinha interesse na manutenção da ordem escravista e do poder.

Estrategias de Interpretação:
Busque termos específicos como “etnia”, “Islã”, e relacione-os ao contexto histórico. Cuidado com alternativas que exageram desdobramentos ou envolvimento de grupos, pois geralmente são armadilhas.

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Revolta dos MALÊS: aconteceu no período regêncial em 1835 foi a maior revolta escrava do Brasil, lutava contra a repressão religiosa e por liberdade, onde tinha por convicção a religião islâmica ( muçulmanos).

o uso do termo Malê, na Bahia da época, não denominava uma etnia africana particular, mas o africano que tivesse adotado o Islã.

A afirmação correta sobre a Revolta dos Malês, segundo a obra citada, é que o termo Malê designava o africano que havia adotado o Islã, e não uma etnia específica. Essa revolta de africanos escravizados e libertos em Salvador foi organizada por muçulmanos, em sua maioria de origem nagô, e não havia conexão com outras revoltas ou elites, como as alternativas sugerem. 

Análise das Alternativas:

  • A: Correta. O termo "Malê" foi dado ao movimento, pois se referia aos africanos muçulmanos, independentemente de sua etnia de origem, o que está de acordo com o contexto da época em Salvador. 
  • B: Incorreta. A revolta não inspirou revoltas semelhantes em Ouro Preto e São Paulo; foi um evento específico da Bahia, com um grande número de participantes muçulmanos. 
  • C: Incorreta. Não há registros que indiquem uma articulação com lideranças quilombolas no Recôncavo Baiano; a revolta foi organizada internamente entre os africanos em Salvador. 
  • D: Incorreta. A Assembleia Geral não apressou a criação de leis para o fim do tráfico negreiro em resposta a essa revolta. 
  • E: Incorreta. Não há informações que comprovem o apoio de parte da elite baiana à revolta; o levante foi uma ação dos próprios africanos e não contou com apoio de nenhum grupo de elite. 

ALTERNATIVA "A"

O termo "malês" era a designação genérica utilizada no Brasil escravista para se referir aos africanos escravizados e libertos que professavam a religião islâmica, ou seja, muçulmanos. Portanto, "malês" não se refere a uma etnia específica, mas sim a um grupo de africanos islamizados que compartilhavam uma identidade religiosa e cultural comum no período colonial brasileiro.

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